Pesquisadores de Pernambuco e São Paulo defendem que síndrome seja considerada mais abrangente para alertar médicos e pais
Atualmente, a microcefalia é a condição para investigar casos de bebês nascidos nos últimos meses que possam ter sido afetados pelo vírus da zika. No entanto, em texto divulgado na revista científica “The Lancet” no dia 07 de junho, médicos da Fundação Altino Ventura, do Hospital dos Olhos de Pernambuco e do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descrevem o caso de uma criança pernambucana que nasceu com 38 semanas, 3,5 kg e perímetro cefálico medindo 33 cm, mas que apresentou outras lesões características do que os pesquisadores já chamam de Síndrome Congênita da Zika.
A mãe não apresentou sintomas da doença, mas, após serem descartadas outras infecções, um exame do líquor do bebê mostrou a existência de anticorpos para o vírus da zika. A oftalmologista Camila Ventura, que conduziu os exames da criança em Pernambuco, diz que outros dois casos semelhantes estão sendo estudados. “É preciso levar em consideração o quadro neurológico da criança, não só o tamanho da cabeça. Em qualquer suspeita de que existam lesões no cérebro tem que se levantar a Síndrome Congênita da Zika, dentro do guarda-chuva de possibilidades”, disse à BBC Brasil.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos Estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas”.


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