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domingo, 27 de julho de 2014

Análise de Mídia - REVISTAS

As eleições entram no radar das revistas de modo diferente do verificado na semana passada. Aspectos econômicos que marcaram parte do debate registrado pelos jornais diários ocupam espaços e redimensionam o peso do setor produtivo – e principalmente suas expectativas – quanto aos resultados das urnas.

Na agenda especificamente voltada à indústria, destacam-se as abordagens que reforçam o tom de preocupação quanto à condução da política econômica e seus reflexos no PIB, na inflação e nas decisões de investimento.
  • CARTA CAPITAL publica como reportagem de capa uma análise bastante crítica sobre a suposta disposição do sistema financeiro em influenciar as urnas. Texto afirma: "E o mercado criou o Dilmômetro". Segundo o texto, "a exemplo de 2002, quando o terrorismo financeiro virou uma arma contra Lula, os "mercados" reavivaram o apetite pela atuação política mais incisiva". Reportagem traz ainda um registro período a período da evolução de ações de determinadas empresas na Bolsa e o humor do noticiário relacionado.
  • “Ganhe Aécio Neves, vença Eduardo Campos, o importante é derrotar o PT, parece sugerir o índice da BM&FBovespa, na correlação estabelecida com as pesquisas de intenção de voto. A cada sondagem favorável à oposição, ele sobe e o inverso ocorre quando há uma recuperação de Dilma. Ou, ao menos, assim justificam as mesas de operação”, indica na mesma reportagem CARTA CAPITAL.
  • Como ponto de atenção, ISTOÉ reserva sua capa para uma entrevista exclusiva com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Economia, política externa, governabilidade, a relação entre governo e oposição, além de temas associados às eleições estão em destaque. Sobre a cena atual, FHC dedica-se de modo peculiar a traduzir o momento do PSDB. "O PSDB nunca tinha conseguido isso e estamos alcançando agora. Uma harmonização grande entre São Paulo e Minas". E prevê: "Em Pernambuco, o Eduardo Campos, candidato do PSB, vai tirar votos da Dilma".
  • Sobre a economia, o ex-presidente trata com pouca relevância um dos alvos preferenciais da oposição, o crescimento pífio do PIB brasileiro. “O importante é a população viver melhor. Portugal não tem PIB nenhum e é mais Primeiro Mundo do que o Brasil”, diz FHC.
  • Coluna PRIMEIRO PLANO, na ÉPOCA, sugere que o próximo governo e a próxima oposição devem garantir mudanças econômicas no país.  “A taxa básica de juros está alta, em 11% ao ano. Isso freia a produção – a previsão do governo federal de avanço do PIB em 2014 recuou de 4%, no fim do ano passado, para pouco menos de 2%, atualmente. E ela é bem mais otimista que a do mercado, de 1%. Pelas projeções de julho do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2014 o Brasil crescerá menos que os países ricos e que os países emergentes. Mesmo com a freada na produção, a inflação elevada persiste”, situa.
  • Ainda conforme PRIMEIRO PLANO, “o país precisa de mudanças que tornem investir e produzir mais fácil, mais barato e mais seguro. Reconhecer a necessidade dessa evolução nada tem a ver com criticar ou elogiar a qualidade da gestão econômica atual. Todo político pensante no Brasil há de concordar com a necessidade de melhorar a qualidade do ensino, atrair investimentos para o saneamento básico e simplificar o sistema tributário”.
  • PODER, na ISTOÉ DINHEIRO, registra: “A presidenta Dilma Rousseff está convencida de que a simplificação dos negócios dos micro, pequenos e médios empresários deve ser uma de suas principais bandeiras na campanha. Em seu programa de governo, entregue neste mês ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela se comprometeu a reduzir drasticamente a burocracia, que impõe um alto custo para as empresas. Vamos informatizar, criar cadastro único e diminuir o volume de documentos e registros demandados ao cidadão, diz o documento”. Segundo a mesma nota, Dilma já marcou para 7 de agosto a cerimônia de sanção da nova Lei do Simples, ampliando a tributação simplificada a todos os setores.
  •  ISTOÉ DINHEIRO entrevista com exclusividade a diretora do Banco Mundial no Brasil, Deborah Wetzel. Segundo ela, o Brasil vive um momento de transição na economia. De forma bastante objetiva, Deborah elogia as políticas sociais, mas afirma que o Brasil precisa atacar com firmeza a questão da produtividade, além de dar melhores garantias ao investimento e ao ambiente de negócios.
  • Entre outras abordagens sobre o fraco desempenho da economia em 2014, ISTOÉ assinala que a equipe econômica do governo já trabalha com a hipótese de o Produto Interno Bruto (PIB) registrar resultados negativos no segundo e terceiro trimestres, o que configuraria um quadro de recessão técnica. “O Boletim Focus, do Banco Central, apontou para um cenário desalentador, ao reduzir pela oitava vez consecutiva as expectativas para a expansão da economia para 2014”, situa. O número caiu de 1,05% para 0,97% – no começo de 2013, ele estava em 3,8%.
  •  Mesma reportagem aponta que “o baixo resultado da indústria nos últimos meses, somado à alta da inflação, à piora das contas públicas e principalmente à baixa confiança dos empresários foi o que fez com que fossem recalculadas as expectativas de crescimento para o ano”.
  • ANTONIO DELFIM NETTO, em sua coluna na CARTA CAPITAL, escreve que o país precisa de uma política econômica e social “crível, bem focada e previsível” e que, “sem nos levar à regressão distributiva, dê ênfase aos investimentos públicos e privados para acelerar o crescimento”. Ele aponta também que evolução demográfica condicionará toda a nossa política social e econômica futura. “Quando diminui, como agora, o aumento da mão de obra, a única forma de crescer é aumentar a sua produtividade pela ampliação do estoque de capital a serviço de cada trabalhador”, pontua.
  • PODER, na ISTOÉ DINHEIRO, registra: “A Confederação Nacional da Indústria (CNI) organiza, nesta semana, um seminário, em Brasília, para alertar o governo sobre a necessidade de buscar acordos comerciais que incluam as trocas de serviços, cada vez mais importantes para a indústria. A CNI também quer discutir uma tributação menor na importação de serviços, que atualmente chega a até 50%”.
  • DINHEIRO EM NÚMEROS, na ISTOÉ DINHEIRO, destaca: “A produção industrial registrou queda em junho, ficando em 39,6 pontos, contra 48,4 pontos, em maio deste ano, e 46 pontos no mesmo mês de 2013. O patamar é o menor desde o início da medição do índice, em 2010. O dado, que revela um cenário negativo, está na Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)”.
  •  FRASES DA SEMANA, na ISTOÉ DINHEIRO, reproduz frase atribuída a Benjamin Steinbruch, controlador da CSN e presidente em exercício da Fiesp: “Mas o fato é que a bola parou e é hora de encarar uma realidade nada agradável: a de que o País caminha para uma recessão”.
  • Entre as abordagens com foco na agenda de novos negócios, CARTA CAPITAL registra que, apesar da conjuntura desfavorável que derrubou a produção de veículos no Brasil em 17% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, as montadoras mantêm um programa ambicioso de investimento de R$ 9,2 bilhões para ampliar em 15% o parque industrial automotivo do País nos próximos anos. Ferramentaria, fortemente afetada pela concorrência dos importados, é um dos setores da cadeia produtiva com projetos de ampliação da produção, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
  • Também voltada a negócios, ISTOÉ DINHEIRO destaca, em reportagem de capa, que a classe C roubou as atenções das empresas nos últimos anos, mas que, em 2014, são os consumidores das classes A e B que estão puxando o crescimento. Reportagem mostra que quem apostou nesse segmento, “cada vez mais exigente e sofisticado”, teve bons resultados nos negócios.

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