Associado ao câncer de colo de
útero, o HPV está longe de ser uma ameaça apenas à saúde feminina. Os homens
também estão entre as vítimas desse vírus e as consequências são graves: o
papiloma pode provocar câncer de pênis, na região anal e de orofaringe. Estimativas
sugerem que 30% dos casos de câncer de pênis estão relacionados ao vírus.
A REDE Pública ainda não
disponibiliza vacinas contra o HPV para homens, acessível apenas através da
rede particular de atendimento
O HPV é uma das doenças
sexualmente transmissíveis de maior incidência no mundo. Metade da população
sexualmente ativa já teve contato com o vírus em algum momento da vida. Não é à
toa que a Sociedade Americana de Câncer e o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças (CDC) dos Estados Unidos mudaram suas diretrizes recentemente e
passaram a indicar a vacinação para ambos os sexos.
"A imunização, tanto na
mulher quanto no homem, deve ser feita antes do início da atividade
sexual", alerta a Dra. Marilene Lucinda, médica clínica responsável pelo
setor de vacinas do Laboratório Padrão do Grupo Hermes Pardini e integrante da
Diretoria Regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Imunização.
"Como a atividade sexual tem sido iniciada cada vez mais cedo, o
aconselhável é que a imunização ocorra entre os 9 e 11 anos de idade".
Segunda a especialista, o
combate à doença na população passa pelo controle do vírus entre o público
masculino. "É preciso lembrar que o homem é o principal transmissor do HPV
para as mulheres. Por isso, a importância de ambos os sexos serem
imunizados", afirma. "Como a rede pública oferece a vacina apenas
para mulheres e só de algumas faixas etárias, quem puder, deve levar em conta o
custo-benefício e tomar a vacina na rede particular", alerta a Dra. Marilene.
A vacina aprovada para aplicação em homens é a Quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, que são responsáveis por cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de câncer anal em homens. Oito em cada dez indivíduos sexualmente ativos entrarão em contato com o vírus no decorrer de suas vidas. "A eficácia é a mesma da vacinação feminina, assim como as doses de aplicação para a imunização", explica a médica. Existem mais de 100 tipos de papilomavírus e a imunização protege contra os mais comuns e mais agressivos, que provocam o câncer.
Mas a médica do Grupo Hermes
Pardini pondera que a vacina não dispensa o exame preventivo e o sexo seguro,
pois não protege contra todos os tipos de HPV e outras doenças sexualmente
transmissíveis. E alerta para a importância da vacinação mesmo que a pessoa já
tenha contraído o vírus. Afinal, ela permanece suscetível à infecção por outros
sorotipos.
Com informações do jornal:
ohoje

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