O Instituto Ação Responsável, realizou hoje(22) na Interlegis, em Brasília o fórum:
“Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte a
o paciente”
O Programa contou com a participação de representativas autoridades do segmento;
- Ministério da Saúde - Maria de Fátima Marinho, Diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não transmissíveis e Promoção da Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde
- Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS) – Sandro José Martins – Coordenador-Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Departamento de Atenção Especializada e Temática
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) - Leandro Pinheiro Safatle - Secretário Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED
- Agência Nacional de Saúde Suplementar – Raquel Lisbôa – Gerente Geral de Regulação Assistencial
- Hospital Universitário de Brasília – HUB - Hervaldo Sampaio Carvalho – Diretor Geral
- Congresso Nacional – Érika Kokay - Deputada Federal PT/DF e Membro da Comissão de Seguridade Social e Família
- Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (I'DOR, Brasil) – Carlos Gil Ferreira - Coordenador de Oncologia
- Instituto Oncoguia - Luciana Holtz de Camargo Barros - Presidente
- Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) - Gustavo Fernandes – Presidente
Anexo disponibilizamos as apresentações utilizadas durante o evento
Os trabalhos foram moderados pelo Dr. Jorge Sayde - médico da Coordenação Geral da Saúde do Trabalhador - CGSAT / MS
No Brasil, o câncer representa a terceira causa de óbito, atrás apenas das doenças cardiovasculares e das causas externas (morte por violência, acidente de trânsito, etc.). A estimativa do INCA para o Brasil, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de 600 mil casos novos de câncer. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma (aproximadamente 180 mil casos novos), ocorrerão cerca de 420 mil casos novos de câncer.
O diagnóstico e o tratamento dos diferentes tipos de câncer, em todas as idades, sofreram expressivos avanços nos últimos anos. Métodos modernos de imagem, análises bioquímicas e métodos de biologia molecular têm permitido o diagnóstico correto, acompanhamento adequado e avaliação do prognóstico dos pacientes. Os avanços se traduzem em esperança para os pacientes que tem acesso às inovações. Surgem novas opções de imunoterapia, que deixa o tumor mais vulnerável à ação do sistema de defesa do corpo, e novas drogas que agem especificamente sobre as mutações que fazem o tumor crescer e se espalhar, as
chamadas terapia-alvo.
O diagnóstico precoce aliado aos atuais métodos terapêuticos e a disseminação das medidas eficazes de prevenção, são fundamentais para reduzir a mortalidade por câncer. Entretanto, um número significativo de casos, passíveis de detecção precoce, ainda é diagnosticado em estágios avançados de evolução. Portanto, o diagnóstico precoce é a maior perspectiva de cura e representa a primeira barreira a ser vencida, com esforço multilateral, envolvendo
autoridades governamentais, mídia, população e médicos.
Adicionalmente, sabe-se que mais de 50% dos casos de câncer ocorrem com a participação de hábitos nocivos, tais como tabagismo, sedentarismo, contatos com carcinógenos ambientais e alimentação inadequada. Estima-se que, se o número de fumantes no mundo fosse reduzido em 30% mais vidas seriam salvas do o que se conseguiu com a somatória de todos os avanços da oncologia dos últimos 10 anos.
O problema do câncer no Brasil ganha relevância pelo perfil epidemiológico que essa doença vem apresentando, e o tema vem conquistando espaço nas agendas políticas e técnicas de todas as esferas de governo. Conhecer a situação real dessa doença permite estabelecer prioridades e alocar recursos de forma direcionada para a modificação positiva desse cenário na saúde da população brasileira.
Dentre as principais diretrizes os palestrantes trataram de temas, como:
O Câncer no Brasil – Cenário atual
Políticas de controle e tratamento
Aspectos regulatórios em oncologia
Desafios da interdisciplinaridade e novas tecnologias
Suporte ao paciente com câncer
As conclusões são fonte de preciosas informações que poderão se desdobrar em políticas públicas de saúde, construídas dentro e fora do Congresso Nacional.
Anexos:

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