Os promotores continuarão
analisando o caso para encaminhar denúncia por outros crimes
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT) ofereceu denúncia contra 19 envolvidos na Máfia das
Próteses pelo crime de organização criminosa. É apenas uma
primeira fase encaminhada à Justiça. A Promotoria de Justiça Criminal de Defesa
dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) continua analisando o caso e
deve encaminhar denúncia por outros crimes nos próximos dias. O MP
pediu ainda a fixação do valor de R$ 30 milhões a serem pagos de forma
solidária pelos denunciados. O dinheiro pode ser utilizado para futuras
indenizações.
O caso envolve médicos e
empresários presos durante a Operação Mister Hyde, deflagrada pelo
Ministério Público do DF e pela Polícia Civil no começo deste mês.
Treze pessoas foram presas na ação e R$ 500 mil apreendidos. “Agora,
a denúncia é por organização, para essas pessoas que, nos três níveis,
tiveram ganhos ilícitos. É uma sociedade organizada para a prática de
crimes”, explicou o promotor Maurício Miranda.
Verificamos que eles não
tinham as vítimas como pacientes, mas como projeto financeiro em cima de cada
cirurgia. Queriam sempre auferir lucros. Não percebemos preocupação com o
bem-estar do paciente." Maurício Miranda
Entre os denunciados está o
sócio proprietário do Hospital Home, Nabil Nazir El Haje. Segundo o
promotor, o estabelecimento tinha ciência das irregularidades: “Toda verba
que entrava no hospital beneficiava o sócio proprietário. Atuavam de forma
ativa e o próprio hospital garantia que as indicações dos médicos
prevalecessem.”
Esquema
Segundo as investigações, os
suspeitos montaram um esquema criminoso envolvendo cartel formado por
hospitais, médicos e empresas fornecedoras de órteses, próteses e materiais
especiais (OPMEs). Estima-se que cerca de 60 pacientes foram lesados em
2016 somente por uma empresa. O esquema teria movimentado milhões de reais
em cirurgias, equipamentos e propinas.
Segundo as investigações, o
grupo pode ter tentado matar uma paciente que ameaçava denunciar a
quadrilha, deixando um arame de 53cm na jugular dela. Além disso, há casos de
cirurgias sabotadas para que o paciente fique sendo operado e, assim, gere
lucro para o esquema, utilização de produtos vencidos e troca de próteses mais
caras por outras baratas.
Investigados
Foram cumpridos mandados contra os médicos Marco de Agassiz Almeida Vasques, Henry Greidinger Campos, Rogério Gomes Damasceno, Juliano Almeida e Silva, Wenner Costa Catanhêde e Leandro Pretto Flores.
Foram cumpridos mandados contra os médicos Marco de Agassiz Almeida Vasques, Henry Greidinger Campos, Rogério Gomes Damasceno, Juliano Almeida e Silva, Wenner Costa Catanhêde e Leandro Pretto Flores.
Outros alvos da operação foram
Cícero Henrique Dantas Neto, o médico Antônio Márcio Catingueiro Cruz e o
empresário Micael Bezerra, da TM Medical, empresa que fornece equipamentos
hospitalares e funciona no Cruzeiro. O sócio dele, médico-cirurgião John
Wesley, também foi preso.
Denunciados:
Sócios e funcionários da TM
Medical
– Johnny Wesley
– Marisa Aparecida Rezende Martins
– Micael Bezerra Alves
– Sammer Oliveira Santos
– Danielle Beserra de Oliveira
– Rosangela Silva de Sousa
– Edson Luiz Cabral
– Johnny Wesley
– Marisa Aparecida Rezende Martins
– Micael Bezerra Alves
– Sammer Oliveira Santos
– Danielle Beserra de Oliveira
– Rosangela Silva de Sousa
– Edson Luiz Cabral
Home Hospital
– Nabil Nazir El Haje
– Cícero Henrique Dantas
– Antonio Marcio Catingueiro
– Nabil Nazir El Haje
– Cícero Henrique Dantas
– Antonio Marcio Catingueiro
Médicos
– Marco de Agassis Almeida Vasques
– Eliana de Barros Marques
– Rogério Gomes Damasceno
– Juliano Almeida e Silva
– Henry Campos
– Wenner Costa Cantanhede
– Leandro Pretro Flores
– Rondinele Rosa Ribeiro
– Naura Rejane Pinheiro da Silva
– Marco de Agassis Almeida Vasques
– Eliana de Barros Marques
– Rogério Gomes Damasceno
– Juliano Almeida e Silva
– Henry Campos
– Wenner Costa Cantanhede
– Leandro Pretro Flores
– Rondinele Rosa Ribeiro
– Naura Rejane Pinheiro da Silva
KELLY ALMEIDA


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