Destaques da cobertura das
revistas que circulam no fim de semana se dividem entre desdobramentos da
operação Lava Jato e abordagens com foco na política econômica.
Reportagem de capa da ISTOÉ
destaca que teve acesso a documentos que revelam encontros entre o
ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, à época governador da Bahia, com o
empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia.
“Em delação premiada, o
empreiteiro afirmou que o atual ministro da Casa Civil era um dos governadores
que estavam na ‘linha de interesse’ da UTC Engenharia e, por isso, ajudou a
financiar sua campanha”, afirma.
ÉPOCA, por sua vez, aponta que
um dos empreiteiros investigados no petrolão, José Antunes Sobrinho, um dos
donos da Engevix, recorreu ao ex-marido de Dilma Rousseff, o advogado Carlos
Franklin Paixão de Araújo, para tentar salvar seus negócios.
Em 12 capas diferentes, VEJA
retrata a morte do cantor e compositor inglês David Bowie. “Com seu espírito
inovador e suas personas múltiplas [...], ele foi o semeador dos sonhos de
várias gerações e de ideias caras à cultura contemporânea. No último lance, fez
de sua agonia uma obra de arte”, aponta.
Cenário econômico cruza com a
agenda de interesse nas edições que entram em circulação, e exibe menções diretas
a Indústria.
Reportagem de capa da ISTOÉ
DINHEIRO adverte que “o Banco Central está a um passo de cometer um enorme
erro. A elevação de juros aumentará a recessão, vai piorar o quadro fiscal e
não resolverá o problema da inflação”.
Reportagem enumera os pontos
que ajudam a entender por que a inflação no Brasil é tão alta em meio a um
processo de forte encolhimento do PIB. Entre os exemplos, cita “a indexação, um
mal cultivado nos tempos de hiperinflação do qual o País não consegue se
livrar”.
Conforme o texto, o reajuste
do salário mínimo resume o tamanho da encrenca, uma alta de 11,67%, que inclui
a variação do PIB de 2014 mais a inflação de 2015.
"Não faz sentido um
reajuste tão grande num ambiente de queda do PIB e da produtividade", diz
Flávio Castelo Branco, gerente-executivo CNI. "O mais correto teria sido a
utilização da meta de inflação como indexador e, no futuro, poderia ser
discutida alguma eventual perda."
DINHEIRO aponta ainda que a
queda das commodities vai ajudar e, além disso, os especialistas avaliam que a
recessão, mais cedo ou mais tarde, vai fazer o "serviço sujo" de
derrubar os preços.
"Os dissídios coletivos,
que são concentrados em março e abril, devem ser mais comedidos", diz
Castelo Branco, da CNI.
Ruth de Aquino, na ÉPOCA,
opina que “o início de um ano é um bom momento para refletir sobre os males
tupiniquins. E não ser complacente com os culpados”.
Entre os exemplos desses
“males”, colunista menciona que “só no Brasil o saneamento básico é tão relegado
a último plano que a previsão agora, com base em dados oficiais da CNI, é que a
rede nacional só esteja concluída em 2053”. Um atraso de 20 anos em relação ao
plano de Lula e Dilma”, pontua a colunista.
Ricardo Boechat, na ISTOÉ,
registra que “além do BNDES, o ministro Nelson Barbosa andou conversando na
semana passada com a cúpula da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, na
busca de soluções para o PIB voltar a crescer, no rastro dos bilhões liberados
pelo Tesouro por conta do pagamento das pedaladas fiscais”.
A ideia, escreve Boechat, é
que CEF e BB estimulem o andar de baixo do consumo, com ofertas de créditos que
façam girar as engrenagens do varejo, praticamente travadas pela inflação,
juros altos e o desemprego. O BNDES cuidaria de fomentar os grandes segmentos
produtivos”.
Reportagem de capa da CARTA
CAPITAL continua repercutindo a troca de ministro da Fazenda. Segundo a
revista, Nelson Barbosa “gosta bem mais de falar de crescimento do que Joaquim
Levy e já foi incumbido pelo Palácio do Planalto de ir às ruas vender algum
otimismo”.
Abordagem aponta que Barbosa
acaba de anunciar a retomada do crédito via bancos públicos, medida usada com
êxito na crise global de 2008. “Com aval da presidenta, Barbosa também tem
defendido uma reforma da Previdência, motivo de angústia na base social
petista”, situa.
CARTA CAPITAL, em reportagem
coordenada à capa, destaca que “a perspectiva anunciada pelo ministro da
Fazenda Nelson Barbosa, de retomada da oferta de crédito por bancos públicos
para infraestrutura, saneamento, habitação e capital de giro de pequenas e
médias empresas, é uma novidade por indicar uma preocupação com o crescimento
da economia não identificável na prática do seu antecessor, Joaquim Levy”.
“A medida, se concretizada,
poderá dar um alento àqueles setores, mas não tem força para mudar o quadro
recessivo, concluem empresários e economistas”, completa CARTA CAPITAL.
Luiz Gonzaga Belluzzo, na
CARTA CAPITAL, lembra que “nos anos de bonança, a valorização do real, além da
proeza de triturar a indústria brasileira, praticou a façanha de estimular o
endividamento de bancos e empresas em moeda estrangeira. Isso tornou os
balanços privados mais sensíveis a ‘uma reversão das expectativas’”.
Colunista alerta que “a crise
machuca não só a arrecadação do governo, mas também o faturamento das empresas.
Elas cortam os gastos e reduzem o emprego para ajustar os balanços. Como
autodefesa, adiam o pagamento de impostos, fazendo com que o almejado resultado
primário se frustre, majorando a dívida pública em vez de colaborar com a sua
amortização”.



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