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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Análise de Mídia, sexta-feira 15 de janeiro de 2016

Como ocorreu ao longo da semana, nesta sexta-feira (15), os destaques da Indústria voltam a impactar a mídia regional. No geral, noticiário toma emprestado indicações e dados produzidos pela CNI.

ECONOMIA CAPIXABA, em A GAZETA (ES), menciona informações da pesquisa Sondagem Especial/Comércio Exterior, “realizada pela Findes/CNI”: “os industriais capixabas apontam dificuldades para exportar. Burocracia, infraestrutura de transporte e sistema tributário lideram as queixas. Outras questões atingem principalmente médias e pequenas empresas”. Reforça que “as mais frequentes são obstáculos à adequação de produtos ao gosto do comprador, baixa escala de produção e escassez de trabalhador qualificado”.

No DIÁRIO DA MANHÃ (GO), destaque para reportagem diferenciada que interpreta os primeiros sinais de 2016 e com foco no comportamento do mercado de trabalho sugere alternativas a quem pretendem encontrar um emprego ao longo do primeiro trimestre. Jornal adverte que "uma projeção da CNI, divulgada no mês de dezembro, demonstra que mais de 10 milhões de brasileiros devem começar o ano procurando emprego".

Já O POVO (CE) informa em nota que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 abrem oportunidades para empresas de todo o Brasil.

"A CNI tem ressaltado oportunidades para setores das áreas de fornecimento de estrutura hospitalar, móveis, construção civil e alimentação", resume o jornal.



FOLHA DE S. PAULO : Alckmin corta R$ 6,9 bilhões do orçamento de SP em 2016

O ESTADO DE S. PAULO : Janot busca apoio para evitar corte no orçamento

O GLOBO : Dilma dá aval, e partidos receberão R$ 819 milhões

VALOR ECONÔMICO : Fundo tem R$ 22 bi parados e não encontra tomadores



Questões macro e abordagens com foco bem específico imprimem novas configurações à agenda setorial.

A variedade é uma das marcas do dia, mas o volume se mantém praticamente igual ao de ontem.

Jornais avançam de forma analítica sobre determinados temas, mas no geral ocupam-se de registros e relatos.

Destaque para a FOLHA DE S. PAULO, que segue atenta a um assunto que influenciou a pauta da semana: conforme o jornal, “restrições orçamentárias têm limitado as medidas de crédito em estudo no governo”. Texto adverte que, “até o momento, foram apresentadas ao Ministério da Fazenda propostas de montantes modestos para o setor rural, micro e pequenas empresas e exportadores”.

Reportagem segue e detalha de que maneira os bancos públicos e o governo tem debatido a questão. Jornal menciona que ontem o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, conversaram sobre uma linha de capital de giro com empréstimos por TJLP voltada a micro e pequenas empresas.

“A proposta foi apresentada pelo Sebrae, que também quer remover obstáculos para o acesso ao crédito. O BNDES acabaria com a exigência de registro em cartório do contrato, que tem custo de R$ 2.000”, resume a FOLHA.

Em outra frente, PAINEL, na FOLHA, revela que “o ministro Armando Monteiro - MDIC terá uma reunião com a presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (15) para tratar de medidas de estímulo à exportação para 2016. A petista pediu ações para a abertura de novos mercados aos produtos brasileiros. “Para conseguir implementar algo que, de fato, ajude mais o setor exportador, o governo terá de vencer o drama de sempre: a crônica falta de dinheiro”, justifica a coluna.

Já em O GLOBO e no VALOR ECONÔMICO informação é que, assim como ocorre nas montadoras de carros, a crise da indústria automobilística também atingiu as fabricantes de motos conforme balanço divulgado ontem pela ABRACICLO, entidade que representa as empresas do setor instaladas na Zona Franca de Manaus. A produção foi reduzida ao nível mais baixo em dez anos, confirmando o pior resultado em uma década – as exportações encerraram 2015 como as mais fracas dos últimos cinco anos.



O ESTADO DE S. PAULO analisa os protestos em São Paulo contra o aumento da tarifa de transporte público. Texto defende que o direito a manifestação “deve ser sempre garantido”, mas que “também faz parte de uma democracia madura coibir o vandalismo e a violência”.

FOLHA DE S. PAULO avalia que a “queda do preço do petróleo e alta do dólar agravam dificuldades da Petrobras, que precisa passar por mudanças profundas”.

O GLOBO opina sobre o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. “As informações prestadas por Cerveró são coerentes com todo um roteiro seguido para cooptar organizações ditas sociais, partidos, entidades estudantis e políticos, tudo com dinheiro público. Uma história já longa, de mais de década”, resume o jornal.



Celso Ming escreve em O ESTADO DE S. PAULO sobre a conjuntura econômica, associa o cenário atual aos reflexos da mudança no Ministério da Fazenda e diz que muito ainda há de ser feito. “A paralisia na política econômica é grave. Mas o impasse maior incide sobre a vida política. O esfriamento das propostas de impeachment não indica encaminhamento de soluções. Sugere apenas que o governo Dilma poderá ter mais três anos de tempestades a enfrentar”.

PAINEL, na FOLHA DE S. PAULO: "A cúpula do PMDB do Senado aceita apoiar a reeleição de Michel Temer à presidência do partido desde que ele renuncie ao comando nacional da sigla logo depois da votação, marcada para março". "Temer, porém, propõe acerto diferente: ser reconduzido e se licenciar depois, abrindo espaço para que o vice, um senador, assuma o cargo apenas interinamente. O conflito entre os dois lados amplia o racha na legenda, tornando a atmosfera do impeachment mais e mais rarefeita".

PAINEL: "O ministro do Planejamento, Valdir Simão, vai exigir regras mais duras de pesquisa de preços em editais públicos e aquisições governamentais".

Ainda em PAINEL: " A Força Sindical decidiu abrir a temporada de manifestações contra o governo. A central criticará os juros altos e o desemprego. O primeiro ato está programado para a próxima terça (19) em São Paulo".

Pedro Luiz Passos, conselheiro da Natura, escreve na FOLHA DE S. PAULO que "o país precisa de ações que tragam alento ao ambiente de negócios, tornando-o mais favorável aos investimentos e à retomada do crescimento".

Passos afirma que "não há razão, por exemplo, para a manutenção de barreiras que pressionam os custos das empresas, derrubam a produtividade, comprometem a competitividade e atrapalham o cotidiano das pessoas". E questiona: "O que os governantes e legisladores estão esperando para agir?".

PANORAMA POLÍTICO, em O GLOBO, relata que "o governo está contando com receitas ainda não existentes para conseguir fechar as contas de 2016, mas o dinheiro está garantido, por enquanto, apenas no papel".

"O Orçamento da União sancionado pela presidente Dilma Rousseff prevê receitas ainda inexistentes. A área econômica espera arrecadar este ano R$ 21,1 bilhões com a repatriação de recursos do exterior", segue PANORAMA POLÍTICO.

Ainda sobre o assunto, PANORAMA POLÍTICO completa: "Além disso, o governo insiste que conseguirá aprovar a recriação da CPMF e que faturará R$ 10,15 bilhões com ela. O plano é cobrar a CPMF a partir de setembro, se a proposta de emenda constitucional (PEC) nesse sentido for aprovada em maio. Só falta o apoio do Congresso".



Poucos temas se sobressaem na mídia nacional. Como destaque do dia, jornais repercutem que a presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o Orçamento da União de 2016, aprovado em dezembro pelo Congresso.

Reportagem relatam que, mesmo diante da crise, a presidente sancionou a verba de R$ 819,1 milhões do Fundo Partidário. O valor é 163% maior do que os R$ 311,3 milhões que haviam sido propostos pelo governo.

O GLOBO afirma que “a decisão foi tomada diante da choradeira dos partidos políticos, preocupados com a eleição deste ano, na qual estão proibidas as doações de empresas”.

Manchete de O ESTADO DE S. PAULO destaca que representantes do Judiciário e do Ministério Público decidiram formar uma aliança para evitar cortes orçamentários que comprometam o andamento de grandes investigações criminais e julgamentos importantes para 2016.

Itens relacionados às mensagens obtidas no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro seguem na pauta e reforçam a cobertura relacionada à operação Lava Jato.

O ESTADO DE S. PAULO expõe que textos mostram que o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) trocou informações com o empreiteiro sobre a possível convocação do executivo em uma CPI.

Em outro texto, jornal paulista registra que, um mês após a OAS apelar ao ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas pela liberação de recursos para obras do BRT Sul de Brasília, a Caixa Econômica liberou R$ 30 milhões.

FOLHA DE S. PAULO informa que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma não ver irregularidade nas mensagens encontradas no celular de Léo Pinheiro, que indicam que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tratou de doações de campanha para o PT de Salvador em 2012.

Ainda na FOLHA DE S. PAULO, reportagem destaca que o lobista Fernando Soares reconheceu um ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci, chamado Charles Capella, como o interlocutor que estava numa casa em Brasília na qual foi acertada a doação de R$ 2 milhões para o caixa dois da campanha de Dilma Rousseff em 2010.

Já em O ESTADO DE S. PAULO, reportagem registra que Charles Capella negou à Polícia Federal participação no suposto esquema e disse não ter tido vínculo direto com Antonio Palocci durante a campanha presidencial.

Refiando a cobertura, jornais informam também que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró mudou a sua versão sobre um suposto pagamento de propina de US$ 4 milhões à campanha de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006.

Textos explicam que a informação é baseada em documento obtido pelo jornal VALOR ECONÔMICO no qual constam o resumo da delação que seria feita por Cerveró, caso o acordo fosse fechado, e parte do depoimento prestado posteriormente pelo ex-diretor.



Noticiário econômico mantém em foco os esforços do governo federal no sentido de conter a crise.

O ESTADO DE S. PAULO informa que “o plano do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de ampliar o crédito sem conceder novos subsídios começará a ser colocado em prática pelo Banco do Brasil”, vai destinar mais R$ 10 bilhões para o financiamento agrícola, a juros mais baixos.

Em reportagem coordenada, O ESTADO DE S. PAULO relata que “a promessa do governo de ter um Plano Safra com R$ 187 bilhões não deve se realizar”. De acordo com o jornal, o cenário aponta para estabilidade, com execução próxima a da última safra, de R$ 156 bilhões.

FOLHA DE S. PAULO registra que as medidas de crédito estudadas pelo governo estão sendo limitadas por estrições orçamentárias.

“Até o momento, foram apresentadas ao Ministério da Fazenda propostas de montantes modestos para o setor rural, micro e pequenas empresas e exportadores”, resume a FOLHA.

O GLOBO afirma que “a insistência do PT para o governo utilizar os US$ 370 bilhões que o país guarda nas reservas internacionais para ações que estimulem o crescimento levou o Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) a alinharem o discurso para combater a ideia”.

Fontes ouvidas pelo jornal carioca avaliam que o Brasil não pode abrir mão deste “seguro” para pagar despesas correntes, amortizar a dívida pública ou até financiar projetos de infraestrutura.

Manchete do VALOR ECONÔMICO destaca que os recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, antes disputado por grandes empresas, estão praticamente esquecidos.

Jornal aponta que a desaceleração econômica e as investigações da Lava Jato como responsáveis pela paralisação dos planos de novos empreendimentos e de expansão de negócios.

Parte da mídia relata também que o IBGE informou que o setor de serviços registrou em novembro o pior desempenho da série histórica, iniciada em 2012. O recuo foi de 6,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontados os efeitos da inflação.

Com foco no mercado financeiro, O GLOBO expõe o dólar recuou 0,29% e fechou o dia cotado a R$ 3,999. Já a Bolsa de São Paulo avançou 1,43%, aos 39.500 pontos.


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