Temas de interesse que se
associam à Indústria estão distribuídos neste domingo (13) de forma bastante
específica.
Uma parte das menções confere
novo status ao noticiário. Outra, resgata dados e informações da entidade de
classe que influenciaram a cobertura da semana passada.
Em breve reportagem, FOLHA DE
S. PAULO traz um dos destaques do dia e relata que “a maior parte das medidas
anunciadas nos últimos seis meses pelo governo para reduzir gastos enfrenta
resistência no Congresso”.
Texto cita a volta da CPMF
como uma das referências. Segundo o jornal, a recriação do imposto é
considerada “inviável” para este ano.
Na mesma abordagem, FOLHA
relembra que em setembro de 2015 o governo “tentou cobrir R$ 20 bilhões em
despesas do Orçamento de 2016 com recursos do FGTS, de emendas parlamentares e
do SISTEMA S, que reúne entidades como SENAI e Senac”.
Na mídia regional, registra-se
no JORNAL DE BRASÍLIA (DF) a informação de que a indústria, de maneira geral,
apresentou resultados ruins no início do ano.
“Conforme a CNI, na comparação
entre janeiro de 2015 e o deste ano, houve queda de 11,6% na quantidade de
horas trabalhadas pelos funcionários e variação negativa de 13,9% no
faturamento”, resume o jornal.
JORNAL DE BRASÍLIA (DF) ainda
reproduz declarações atribuídas ao gerente, Flávio Castelo Branco, para quem a
execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha
Casa, Minha Vida, ambos do governo federal, foram dois fatores determinantes
para o desempenho.
Também no JORNAL DE BRASÍLIA
(DF), abordagem cita o índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) como
um termômetro conjuntural.
“Em janeiro deste ano, foi de
36,5, quase oito pontos menor em relação ao mesmo mês de 2015, segundo pesquisa
CNI", indica o texto.
Na mesma sequência, JORNAL DE
BRASÍLIA (DF) completa que “uma pesquisa sobre Investimentos da Indústria, da
CNI, com 860 empresas de grande porte consultadas entre novembro e dezembro de
2015, revelou que a instabilidade política e econômica é fator predominante
para que a aplicação de dinheiro nas companhias tenha cessado”.
Já em O POPULAR (GO), na
coluna Arthur Rezende, trata da “Inauguração do novo prédio do Instituto Senai
de Tecnologia em Automação Industrial, instalado na Faculdade Senai ítalo
Bologna, que fazia 64 anos de atividade”, são quase 3 mil metros quadrados de
área construída e mais de R$ 9 milhões bem aplicados”. Segue o texto.
FOLHA DE S. PAULO : Violência
em protestos seria desserviço ao país, diz Dilma
O ESTADO DE S. PAULO :
Protestos medem força de movimento por impeachment
O GLOBO : Empresas recusaram
acordo de R$1 bi para se livrar da Lava-Jato
Cobertura com foco no setor
fabril segue chamando a atenção para itens que contextualizam o momento geral
da economia com assuntos sensíveis ao setor produtivo.
Destaque para MERCADO ABERTO,
na FOLHA DE S. PAULO, que informa que “a valorização do dólar não foi
suficiente para impulsionar as exportações dos calçados brasileiros”.
Texto revela que o setor
fechou 2015 com US$ 960,4 milhões (R$ 3,5 bilhões) em vendas para o exterior –
queda de 9,4% em relação ao US$ 1,06 bilhão (R$ 3,8 bilhão) de 2014.
Heitor Klein, presidente da
Abicalçados, explica à coluna da FOLHA que a recuperação do setor deverá vir
nos próximos dois anos, segundo ele.
MERCADO ABERTO relata as
expectativas de algumas das maiores empresas do ramo e reproduz declarações de
seus executivos.
Avançando sobre outra frente,
e recuperando parte da vasta cobertura verificada em O GLOBO ao longo deste
mês, O ESTADO DE S. PAULO registra o que classifica como um árduo debate
intelectual sobre a melhor forma de aplicar a lei trabalhista durante a
recessão.
Texto reforça que
sindicalistas, juízes e advogados trabalhistas têm se “engalfinhado”. E prevê:
“os profissionais da área trabalhista se preparam para enfrentar o que já
consideram o pior e o mais duro ano para as negociações salariais desde o
início do Plano Real”.
Na mesma abordagem, jornal
paulista relata parte da polêmica que se instalou nas últimas semanas diante de
propostas de ampliação da terceirização e flexibilização das regras
trabalhistas.
Em seu texto opinativo, a
FOLHA DE S. PAULO relaciona momento político delicado para a presidente Dilma
Rousseff e a consequente “ameaça de fulminar a intenção de reformar a Previdência.
“Dilma Rousseff poderá ser
lembrada no futuro como a presidente que ao menos tentou evitar um conflito
geracional pela renda de proporções ciclópicas. Ou será esquecida na poeira da
história”, resume o jornal.
Já O ESTADO DE S. PAULO traz
avaliação sobre protestos programados para hoje em todo o Brasil e, mais uma
vez, é categórico: “A maioria dos brasileiros, conforme atestam há tempos as
pesquisas de opinião, exige que a petista Dilma Rousseff deixe a Presidência da
República.”
“Mas já ficou reiteradamente
claro que Dilma, Lula e os petistas são incapazes de pensar senão em salvar
seus mesquinhos interesses, além da própria pele. Diante disso, resta aos
cidadãos brasileiros mostrarem seu poder, proclamando, inequivocamente, que não
admitem mais que o lulopetismo, desonesto e incompetente, continue encastelado
no governo”, aponta ESTADÃO.
Editorial em O GLOBO centra
texto na renegociação de dívidas de estados e grandes municípios em que estão
em questão R$600 bilhões. De acordo com o jornal, a esse caso, o bordão “não
existe almoço grátis” se encaixa à perfeição.
“Vinte anos depois da rodada
feita no início do Plano Real, governos do PT quebram o Estado, forçam uma
repactuação de débitos na Federação e põem o Erário em risco”, enumera veículo
carioca.
PAINEL, na FOLHA DE S. PAULO:
" Integrantes do Executivo aconselharam Dilma Rousseff a convocar uma
reunião de ex-presidentes da República para tratar da crise. A sugestão não é
nova, mas jamais foi colocada em prática porque o governo nunca achou que seria
necessário".
Lauro Jardim, em O GLOBO:
"O Ministério da Fazenda vai contratar um escritório de advocacia em Nova
York para a prestação de consultoria e assessoria jurídica internacional
visando a operações estruturadas, emissões de títulos e renegociação de dívida
pública federal. Bem, emissões no mercado externo a essa altura está difícil,
mas renegociação de dívida pública... faz todo o sentido".
ANCELMO GOIS, em O GLOBO:
"O Conselho da Petrobras em sua próxima reunião deve autorizar o aumento,
de 30% para 40% ou 45%, da meta de corte de funções gerenciais (hoje, elas são
5.300). A economia anual é de R$ 2 bi para a empresa".
Acirramento da crise política
no Planalto e desdobramentos da Operação Lava Jato envolvendo a alta cúpula do
partido da presidente Dilma Rousseff são os principais pontos apontados pelos
impressos para o esperado “recorde de público” nas manifestações marcadas para
hoje em todo o Brasil.
O assunto é protagonista das
edições dos principais jornais do país que especulam sobre o volume de
manifestantes nas ruas das capitais e analisam impacto dos protestos na
conjuntura política atual.
O ESTADO DE S. PAULO ressalta
que essa é a primeira vez que grupos e partidos de oposição se associam aos
atos. Já a FOLHA DE S. PAULO foca cobertura na fala da presidente Dilma
Rousseff pedindo que os protestos de hoje ocorram de forma pacífica.
Jornais também chamam atenção
para decisão do PMDB, em convenção nacional, em vetar novos cargos no governo
federal para filiados pelos próximos 30 dias. De acordo com as publicações,
esse já é um primeiro sinal de rompimento com o governo Dilma Rousseff.
Já O GLOBO aposta em outra
frente e traz na manchete a informação de que ainda em 2014, no início da
operação Lava Jato, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos
propôs aos executivos da Odebrecht, OAS e Engevix, um acordo de R$1 bilhão de
indenização após admitirem a culpa pelos atos de corrupção.
De acordo com o texto, minuta
do acordo de leniência chegou a ser redigida, mas foi rejeitada logo em seguida
pelos executivos das empreiteiras. Dois meses depois, começaram a ser presos.
FOLHA DE S. PAULO destaca que
o presidente do Senado, Renan Calheiros aponta a redução do poder da presidente
Dilma Rousseff como “única solução para a crise”. “Uma das alternativas sendo
estudadas é a adoção de um sistema de governo parecido ao do parlamentarismo”,
aponta o jornal.
O senador é avaliado pela
FOLHA como o último obstáculo ao desligamento completo do PMDB do governo Dilma
Rousseff. Ele teria dito a aliados que “considera o impeachment ‘saída mais
traumática’ para a crise”.
Cenário econômico apresentado
pelos impressos é pessimista e com perspectivas ainda mais negativas.
Textos partem de diferentes
abordagens para afirmar que a atual recessão levará a um futuro econômico ainda
mais complicado.
Em O GLOBO, reportagem
especial avalia como a conjuntura de crise financeira ameaça o acesso dos
jovens à educação e oportunidades no mercado de trabalho.
“Expectativa: emprego garantido,
salário alto e satisfação profissional. Realidade: falta de vagas, dinheiro
curto e sonhos adiados”, resume o veículo carioca. Jornal contabiliza pelos
menos 671 mil jovens “empurrados” para a fila do desemprego.
FOLHA DE S. PAULO afirma que a
recessão atual deverá ser a pior da história. Segundo o veículo, até o fim
deste ano, economia do país terá encolhido 8,7% num total de 11 trimestres
consecutivos de retração.
“Impacto da crise hoje, no
entanto, deve ser mitigado pela menor expansão populacional e por programas
sociais”, pondera.
Para O ESTADO DE S. PAULO, as
consequências da crise evidenciada nos outros impressos são graves. O
endividamento das empresas brasileiras no mercado interno mais que dobrou e “devem
provocar explosão de quebras e recuperações judiciais no ano”.
“Com agravamento da crise,
geração de caixa não é suficiente para honrar compromissos, o que pode provocar
onda de rebaixamentos”, resume.
Mario Sergio Ramalho








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