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domingo, 13 de março de 2016

Análise de Mídia, Domingo 13 de março de 2016

Temas de interesse que se associam à Indústria estão distribuídos neste domingo (13) de forma bastante específica.

Uma parte das menções confere novo status ao noticiário. Outra, resgata dados e informações da entidade de classe que influenciaram a cobertura da semana passada.

Em breve reportagem, FOLHA DE S. PAULO traz um dos destaques do dia e relata que “a maior parte das medidas anunciadas nos últimos seis meses pelo governo para reduzir gastos enfrenta resistência no Congresso”.

Texto cita a volta da CPMF como uma das referências. Segundo o jornal, a recriação do imposto é considerada “inviável” para este ano.

Na mesma abordagem, FOLHA relembra que em setembro de 2015 o governo “tentou cobrir R$ 20 bilhões em despesas do Orçamento de 2016 com recursos do FGTS, de emendas parlamentares e do SISTEMA S, que reúne entidades como SENAI e Senac”.

Na mídia regional, registra-se no JORNAL DE BRASÍLIA (DF) a informação de que a indústria, de maneira geral, apresentou resultados ruins no início do ano.

“Conforme a CNI, na comparação entre janeiro de 2015 e o deste ano, houve queda de 11,6% na quantidade de horas trabalhadas pelos funcionários e variação negativa de 13,9% no faturamento”, resume o jornal.

JORNAL DE BRASÍLIA (DF) ainda reproduz declarações atribuídas ao gerente, Flávio Castelo Branco, para quem a execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida, ambos do governo federal, foram dois fatores determinantes para o desempenho.

Também no JORNAL DE BRASÍLIA (DF), abordagem cita o índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) como um termômetro conjuntural.

“Em janeiro deste ano, foi de 36,5, quase oito pontos menor em relação ao mesmo mês de 2015, segundo pesquisa CNI", indica o texto.

Na mesma sequência, JORNAL DE BRASÍLIA (DF) completa que “uma pesquisa sobre Investimentos da Indústria, da CNI, com 860 empresas de grande porte consultadas entre novembro e dezembro de 2015, revelou que a instabilidade política e econômica é fator predominante para que a aplicação de dinheiro nas companhias tenha cessado”.

Já em O POPULAR (GO), na coluna Arthur Rezende, trata da “Inauguração do novo prédio do Instituto Senai de Tecnologia em Automação Industrial, instalado na Faculdade Senai ítalo Bologna, que fazia 64 anos de atividade”, são quase 3 mil metros quadrados de área construída e mais de R$ 9 milhões bem aplicados”. Segue o texto.



FOLHA DE S. PAULO : Violência em protestos seria desserviço ao país, diz Dilma

O ESTADO DE S. PAULO : Protestos medem força de movimento por impeachment

O GLOBO : Empresas recusaram acordo de R$1 bi para se livrar da Lava-Jato



Cobertura com foco no setor fabril segue chamando a atenção para itens que contextualizam o momento geral da economia com assuntos sensíveis ao setor produtivo.

Destaque para MERCADO ABERTO, na FOLHA DE S. PAULO, que informa que “a valorização do dólar não foi suficiente para impulsionar as exportações dos calçados brasileiros”.

Texto revela que o setor fechou 2015 com US$ 960,4 milhões (R$ 3,5 bilhões) em vendas para o exterior – queda de 9,4% em relação ao US$ 1,06 bilhão (R$ 3,8 bilhão) de 2014.

Heitor Klein, presidente da Abicalçados, explica à coluna da FOLHA que a recuperação do setor deverá vir nos próximos dois anos, segundo ele.

MERCADO ABERTO relata as expectativas de algumas das maiores empresas do ramo e reproduz declarações de seus executivos.

Avançando sobre outra frente, e recuperando parte da vasta cobertura verificada em O GLOBO ao longo deste mês, O ESTADO DE S. PAULO registra o que classifica como um árduo debate intelectual sobre a melhor forma de aplicar a lei trabalhista durante a recessão.

Texto reforça que sindicalistas, juízes e advogados trabalhistas têm se “engalfinhado”. E prevê: “os profissionais da área trabalhista se preparam para enfrentar o que já consideram o pior e o mais duro ano para as negociações salariais desde o início do Plano Real”.

Na mesma abordagem, jornal paulista relata parte da polêmica que se instalou nas últimas semanas diante de propostas de ampliação da terceirização e flexibilização das regras trabalhistas.



Em seu texto opinativo, a FOLHA DE S. PAULO relaciona momento político delicado para a presidente Dilma Rousseff e a consequente “ameaça de fulminar a intenção de reformar a Previdência.

“Dilma Rousseff poderá ser lembrada no futuro como a presidente que ao menos tentou evitar um conflito geracional pela renda de proporções ciclópicas. Ou será esquecida na poeira da história”, resume o jornal.

Já O ESTADO DE S. PAULO traz avaliação sobre protestos programados para hoje em todo o Brasil e, mais uma vez, é categórico: “A maioria dos brasileiros, conforme atestam há tempos as pesquisas de opinião, exige que a petista Dilma Rousseff deixe a Presidência da República.”

“Mas já ficou reiteradamente claro que Dilma, Lula e os petistas são incapazes de pensar senão em salvar seus mesquinhos interesses, além da própria pele. Diante disso, resta aos cidadãos brasileiros mostrarem seu poder, proclamando, inequivocamente, que não admitem mais que o lulopetismo, desonesto e incompetente, continue encastelado no governo”, aponta ESTADÃO.

Editorial em O GLOBO centra texto na renegociação de dívidas de estados e grandes municípios em que estão em questão R$600 bilhões. De acordo com o jornal, a esse caso, o bordão “não existe almoço grátis” se encaixa à perfeição.

“Vinte anos depois da rodada feita no início do Plano Real, governos do PT quebram o Estado, forçam uma repactuação de débitos na Federação e põem o Erário em risco”, enumera veículo carioca.



PAINEL, na FOLHA DE S. PAULO: " Integrantes do Executivo aconselharam Dilma Rousseff a convocar uma reunião de ex-presidentes da República para tratar da crise. A sugestão não é nova, mas jamais foi colocada em prática porque o governo nunca achou que seria necessário".

Lauro Jardim, em O GLOBO: "O Ministério da Fazenda vai contratar um escritório de advocacia em Nova York para a prestação de consultoria e assessoria jurídica internacional visando a operações estruturadas, emissões de títulos e renegociação de dívida pública federal. Bem, emissões no mercado externo a essa altura está difícil, mas renegociação de dívida pública... faz todo o sentido".

ANCELMO GOIS, em O GLOBO: "O Conselho da Petrobras em sua próxima reunião deve autorizar o aumento, de 30% para 40% ou 45%, da meta de corte de funções gerenciais (hoje, elas são 5.300). A economia anual é de R$ 2 bi para a empresa".



Acirramento da crise política no Planalto e desdobramentos da Operação Lava Jato envolvendo a alta cúpula do partido da presidente Dilma Rousseff são os principais pontos apontados pelos impressos para o esperado “recorde de público” nas manifestações marcadas para hoje em todo o Brasil.

O assunto é protagonista das edições dos principais jornais do país que especulam sobre o volume de manifestantes nas ruas das capitais e analisam impacto dos protestos na conjuntura política atual.

O ESTADO DE S. PAULO ressalta que essa é a primeira vez que grupos e partidos de oposição se associam aos atos. Já a FOLHA DE S. PAULO foca cobertura na fala da presidente Dilma Rousseff pedindo que os protestos de hoje ocorram de forma pacífica.

Jornais também chamam atenção para decisão do PMDB, em convenção nacional, em vetar novos cargos no governo federal para filiados pelos próximos 30 dias. De acordo com as publicações, esse já é um primeiro sinal de rompimento com o governo Dilma Rousseff.

Já O GLOBO aposta em outra frente e traz na manchete a informação de que ainda em 2014, no início da operação Lava Jato, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos propôs aos executivos da Odebrecht, OAS e Engevix, um acordo de R$1 bilhão de indenização após admitirem a culpa pelos atos de corrupção.

De acordo com o texto, minuta do acordo de leniência chegou a ser redigida, mas foi rejeitada logo em seguida pelos executivos das empreiteiras. Dois meses depois, começaram a ser presos.

FOLHA DE S. PAULO destaca que o presidente do Senado, Renan Calheiros aponta a redução do poder da presidente Dilma Rousseff como “única solução para a crise”. “Uma das alternativas sendo estudadas é a adoção de um sistema de governo parecido ao do parlamentarismo”, aponta o jornal.

O senador é avaliado pela FOLHA como o último obstáculo ao desligamento completo do PMDB do governo Dilma Rousseff. Ele teria dito a aliados que “considera o impeachment ‘saída mais traumática’ para a crise”.



Cenário econômico apresentado pelos impressos é pessimista e com perspectivas ainda mais negativas.

Textos partem de diferentes abordagens para afirmar que a atual recessão levará a um futuro econômico ainda mais complicado.

Em O GLOBO, reportagem especial avalia como a conjuntura de crise financeira ameaça o acesso dos jovens à educação e oportunidades no mercado de trabalho.

“Expectativa: emprego garantido, salário alto e satisfação profissional. Realidade: falta de vagas, dinheiro curto e sonhos adiados”, resume o veículo carioca. Jornal contabiliza pelos menos 671 mil jovens “empurrados” para a fila do desemprego.

FOLHA DE S. PAULO afirma que a recessão atual deverá ser a pior da história. Segundo o veículo, até o fim deste ano, economia do país terá encolhido 8,7% num total de 11 trimestres consecutivos de retração.

“Impacto da crise hoje, no entanto, deve ser mitigado pela menor expansão populacional e por programas sociais”, pondera.

Para O ESTADO DE S. PAULO, as consequências da crise evidenciada nos outros impressos são graves. O endividamento das empresas brasileiras no mercado interno mais que dobrou e “devem provocar explosão de quebras e recuperações judiciais no ano”.

“Com agravamento da crise, geração de caixa não é suficiente para honrar compromissos, o que pode provocar onda de rebaixamentos”, resume.

Mario Sergio Ramalho

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