Momento político intenso é
encarado também como decisivo pelos periódicos da semana. Reportagens de capa
focam em novas denúncias da operação Lava-Jato ou mesmo na análise de futuros
desenrolares.
CARTA CAPITAL aponta que o
pedido de prisão “sem provas” do ex-presidente Lula serve de alerta: “ou o PT e
o governo reagem ao complô ou serão fulminados”. Conforme a revista, “os
procuradores negaram existir um viés partidário na denúncia. Mas não deixa de
ser estranho o momento escolhido”, três dias antes das manifestações a favor do
impeachment de Dilma Rousseff.
ÉPOCA avalia que a Operação
Lava Jato entrou em fase decisiva. “Os procuradores são acusados de cometer
abusos de poder nas investigações, preparam-se para contra-atacar com ainda
mais provas - e avançam nas delações que devem desmontar o topo da corrupção no
Brasil”, detalha.
VEJA destaca que o
ex-presidente Lula está em luta desesperada pela sobrevivência. “Com o governo
de Dilma Rousseff esfarelando-se a olho nu, Lula busca apoio político do PMDB,
e seu ofidiário espalha que ele foi convidado para ser ministro. O
ex-presidente encerrou a semana constrangido por um inédito - e espetaculoso -
pedido de prisão preventiva”, afirma.
Em tom de denúncia, ISTOÉ
aponta que Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil e "fiel
escudeira" da presidente Dilma, operou em Belo Monte, ao lado dos
ex-ministros Antônio Palocci e Silas Rondeau, um “propinoduto de R$ 45 milhões
para abastecer as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”. DIA
Reportagem de capa da ISTOÉ
DINHEIRO destaca que uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Sindicato da
Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) mostra que 31% dos
empresários admitem que há chances reais de fechar as portas nos próximos três
meses.
Segundo a reportagem, o
“quadro dramático do setor industrial está longe de ser restrito ao Estado de
São Paulo”.
Texto situa que “nos últimos
12 meses, a produção encolheu em 12 das 15 regiões pesquisadas pelo IBGE, com
quedas superiores a 10% no Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas e São
Paulo".
"Além disso, há 51 meses
consecutivos, o nível de emprego do setor encolhe em relação ao mesmo período
do ano anterior”.
"A situação está muito
difícil porque o problema é essencialmente político", afirma José Augusto
Coelho Fernandes, diretor de Políticas e Estratégia da CNI.
"Ao se defender do
impeachment, o governo abandona a energia reformista e fica imobilizado",
completa.
Ainda segundo ISTOÉ DINHEIRO,
o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando
Monteiro Neto, afirma que o governo está estudando medidas para facilitar os
financiamentos.
"Usar cheque especial
como capital de giro é algo terrível", afirma Monteiro Neto. Até meados de
abril, o ministro promete anunciar uma nova política industrial (leia a
íntegra).
De forma coordenada à capa,
ISTOÉ DINHEIRO publica entrevista com o ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto. Ele alerta que “a indústria
brasileira tem problemas muito sérios de baixa produtividade”.
O ministro afirma que “o
realinhamento cambial é fundamental, porque a indústria sofreu muito com a sua
valorização".
"Agora há espaço para
aumentar as exportações e substituir as importações. Então, eu tenho razões
para confiar que teremos uma inflexão, ainda que lenta, da atividade
industrial” (leia a íntegra).
CARTA CAPITAL adverte que a
siderurgia brasileira está no limite de sua resistência e busca medidas de
proteção para preservar seu parque produtivo.
"A maior crise já
enfrentada pelo setor resultou até agora em mais de 30 mil demissões, 60
unidades industriais paralisadas, quase 30% de capacidade ociosa, redução de
16% no consumo interno em 2015 e depreciação generalizada dos preços
internacionais".
Para Marco Polo de Melo Lopes,
presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, o setor sacrifica suas margens
"para manter volume e preservar uma escala capaz de sustentar a
indústria".
Em entrevista à ÉPOCA, o
economista José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade Columbia,
afirma que a crise pode criar oportunidades “como acelerar reformas profundas e
indispensáveis que o país precisa para crescer”.
Na entrevista, o economista
afirma também que “a proteção no Brasil torna muito caros certos insumos, o que
deprime a produtividade".
"Os economistas apelidam
esse efeito de proteção efetiva. Você protege uma indústria e desprotege os
setores que usam, como insumos, os produtos dessa indústria protegida”.
Segundo ele, “o governo
poderia também acabar com os incentivos tributários e regulatórios para as
empresas permanecerem pequenas”.
“Não tem sentido um sistema
que desestimule o empresário a crescer. Precisamos também facilitar as
concessões e atrair capital privado para melhorar a infraestrutura."
"Já tivemos regras mais
atraentes, no passado, abrimos mão delas, e isso teve um custo. No Brasil, a
infraestrutura é ruim demais e diminui a produtividade”, afirma Scheinkman, em
tom crítico.
MOEDA FORTE, na ISTOÉ
DINHEIRO, pontua que “ao contrário da Indústria de transformação, que encolheu
10% no ano passado, o setor de equipamentos médicos conseguiu registrar um leve
crescimento de 0,4%".
"Na ponta do lápis, no
entanto, os empresários viram o faturamento despencar 3% em termos reais para
R$ 8,57 bilhões."
"Os números acabam de ser
contabilizados pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos
Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo)”.
Com foco em fatos históricos,
ÉPOCA relata que desde os anos 1930 não havia recuo do PIB em dois anos
seguidos.
Segundo a abordagem, em 2015 e
2016, as “decisões que visavam acelerar o crescimento, como protecionismo e
estímulo ao consumo, tiveram resultado desastroso - estagnação inflação e
sumiço do investimento. Os efeitos ainda serão sentidos por muitos anos”.
RADAR, na VEJA, aponta que
“apesar da redução da alíquota do Reintegra, que caiu de 3% para 0,1% em 2015,
exportadores queixam-se do atraso no pagamento dos créditos tributários do
programa".
"Há quem esteja há quase
um ano sem receber. Empresários alegam que o sistema da Receita mudou três
vezes nos últimos meses, retardando a análise das informações. Procurado, o
Fisco não quis comentar”, finaliza a coluna.


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