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segunda-feira, 14 de março de 2016

Análise de Mídia, segunda-feira 14 de março de 2016

A Indústria segue inserida pontualmente no noticiário desta segunda-feira (14). Cobertura específica mantém o padrão do fim de semana e associa o nome da entidade setorial a questões específicas e/ou atreladas à agenda econômica.

Destaque do dia está no editorial (‘Estímulo ao comércio externo’), de O ESTADO DE S. PAULO.

Texto analisa a aprovação, pelo Congresso Nacional, da inclusão do Acordo de Facilitação do Comércio às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Conforme o editorial, o Brasil junta-se aos 70 membros da OMC que ratificaram esse instrumento, classificado pelo jornal como um instrumento para “superar barreiras administrativas ao comércio exterior e expandir as trocas comerciais entre os países”.

Texto detalha a função do Portal Único de Comércio Exterior, ferramenta que o governo prevê colocar em plena operação até 2017 – o tempo de processamento de exportação deverá ser reduzido de 13 para 8 dias e o de importações, de 17 para 10 dias.

“Atualmente, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas encomendado pela CNI, o tempo excessivo gasto no despacho aduaneiro de bens encarece as importações em 14,22% e as exportações em 8,65%. Com o Portal, os gastos adicionais devem cair para 8,36% e 5,32%, respectivamente”, resume O ESTADO DE S. PAULO.

Entre os veículos regionais, a coluna EMPREENDER, em O DIA (PI), se diferencia e em breve registro informa que estão abertas as inscrições para o Prêmio CNI de Jornalismo 2016.

Outra nota em EMPREENDER relata que "dados da sondagem industrial feita pela FIEPI/IEL-Piauí e CNI apontam queda da produção no estado seguindo a tendência nacional".



FOLHA DE S. PAULO : Ato Anti-Dilma é o Maior da História

O ESTADO DE S.PAULO : 13/03/2016

O GLOBO : Brasil vai às ruas contra Lula e Dilma e a favor de Moro

VALOR ECONÔMICO : Ruas elevam pressão contra Dilma



Chama a atenção em MERCADO ABERTO, na FOLHA DE S. PAULO, a informação de que “mais da metade das micro e pequenas indústrias brasileiras afirma que seus negócios podem não sobreviver à crise econômica”.

O dado é atribuído ao Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), que encomendou a pesquisa ao Datafolha.

Sobre o mesmo assunto, MERCADO ABERTO acrescenta, “em fevereiro deste ano, ao menos 30% das empresas consideraram sua situação ruim ou péssima, uma alta de 15 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2015”.

A crise da Usiminas continua em foco em parte do noticiário. VALOR ECONÔMICO afirma que a “agonia” da siderúrgica pode se prolongar por mais tempo.

Jornal relata que os acionistas ainda buscam uma solução “definitiva” para reforçar o caixa e alongar o endividamento.

De acordo com o VALOR, esta semana será “crucial”. A companhia, que teve o pedido de aumento de capital de R$ 1 bilhão aprovado pelo conselho de administração na sexta-feira (11), terá de aprova-lo em assembleia de acionistas.



FOLHA DE S. PAULO avalia que a manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff agrava a crise política. “Apesar de sua extensão e força, o país permanece dividido – e numa crise que, de uma forma ou de outra, é urgente superar”.

O ESTADO DE S. PAULO afirma que o esquema de corrupção da Petrobras “não foi algo episódico, restrito a uma ocasião que faz o ladrão, conforme o dito popular. Trata-se de um método de dilapidação do Estado”.

O GLOBO comenta a decisão do STF a respeito da execução da pena após a condenação em segunda instância: “Postergar a execução de sentenças é caminho aberto para estimular o desapreço pela lei”.

VALOR ECONÔMICO analisa a dificuldade de aprovação do ajuste fiscal diante do agravamento da crise política. Segundo o jornal, na disputa em defesa de reformas estruturais, a equipe econômica está do lado certo contra outros setores do governo e o PT.



PAINEL, na FOLHA DE S. PAULO: "O Planalto reconhece que a adesão aos protestos pró-impeachment foi expressiva, mas aposta no ato do dia 18, com a presença de Lula, para mostrar resistência. O governo admite, no entanto, que dificilmente conseguirá número similar nas manifestações pró-Dilma".

PAINEL: "Na avaliação do PT, a hostilização ao governador Geraldo Alckmin e ao senador Aécio Neves na Paulista mostra que a situação política no país é ainda mais preocupante, com uma “raiva” generalizada em relação a todos os partidos".

Ainda em PAINEL: "As redes sociais refletiram as manifestações deste domingo. Estudo feito pela Máquina Cohn & Wolfe em parceria com o Scup indica que, em uma amostragem de 30 mil posts no Twitter e no Instagram, a hashtag #VemPraRua ganhou da #MarchaDasCoxinhas".

Monica Bergamo, na FOLHA DE S. PAULO: "E Lula foi avisado na sexta (11) de que Renan Calheiros, ainda que negue, já pulou fora do barco do governo. Ficou surpreso".

Valdo Cruz, na FOLHA DE S. PAULO: "Enfim, a voz das ruas cobra urgência para o desfecho da crise. Ela precisa ser superada com a reação do governo ou seu fim, mas pelas vias legais. O fato é que ninguém aguenta mais. Nem mesmo a própria equipe da presidente Dilma".

Vinícius Mota, na FOLHA DE S. PAULO: "As ruas voltaram a encher-se também em reação às novas invectivas de Dilma e Lula contra a Lava Jato. Ambos transformam o que resta do governo num comitê de combate político a policiais, procuradores e juízes que produzem um colossal conjunto probatório de abuso do poder".

Ricardo Noblat, em O GLOBO: "O Brasil, ontem, renunciou a Dilma. Cabe ao Congresso formalizar a renúncia".

Aécio Neves (PSDB-MG) escreve na FOLHA DE S. PAULO sobre os protestos de ontem em todo o país.

De acordo com o parlamentar, “vivemos um momento único, fértil e de grande convergência em torno de um sentimento de país, que, em plano ampliado, já significa um precioso recomeço. O país que floresce das ruas não pode se perder. Ele precisa nos conduzir adiante”.



As primeiras páginas dos principais jornais do país destacam as manifestações que aconteceram em todo o país.

Edições ganham tratamento histórico e reforçam a ideia de que o que ocorreu ontem nas ruas pode mudar os rumos da política brasileira.

A cobertura é bastante visual e apoia-se em muitas imagens e gráficos. O tom épico do noticiário é reforçado por expressões como “os maiores protestos da história” e “manifestações superaram a campanha das Diretas Já".

De acordo com as reportagens, os atos contra o governo Dilma Rousseff atingiram todos os estados, além do Distrito Federal, e 262 cidades.

Estimativas das polícias militares estaduais, informaram a presença de 3,4 milhões de pessoas.

A maior concentração de manifestantes ocorreu em São Paulo. Mas a mídia destaca também as mobilizações no Rio de Janeiro e em Brasília como referências.

O ESTADO DE S. PAULO relata que “a enorme adesão às manifestações” “praticamente enterrou o discurso governista e petista de que o País estava dividido”.

Jornais acrescentam que o juiz federal Sergio Moro foi saudado pelas multidões com faixas de apoio a ele e à operação Lava Jato. Em nota, Moro disse ter ficado "tocado" com os gestos.

“Não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem-estar econômico e nossa dignidade como País”, disse Moro, segundo reproduzem os textos.

Mídia registra a participação de famílias, de celebridades e destaca também a atuação de grupos anti-Dilma que coordenaram as passeatas em algumas cidades.

Todos os jornais informam que, presentes no ato da Avenida Paulista, o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin foram hostilizados por populares.

Os dois foram recebidos xingamentos de “oportunistas” e impedidos de subir em um carro de som.

Reportagens avançam e reforçam com base em informações de bastidores que o governo se surpreendeu com o número de pessoas que aderiram às manifestações.

A presidente Dilma Rousseff passou o dia acompanhado a movimentação e se reuniu com ministros para definir a estratégia para reagir aos atos.

À noite, o Palácio do Planalto divulgou nota elogiando o caráter pacífico dos atos e afirmando que “a liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada”.

Ainda de acordo com os jornais, partidos de oposição acreditam que os atos de ontem terão como primeiro reflexo a aceleração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As reações no Congresso e os próximos movimentos do STF e do TSE estão pulverizadas em reportagens que se confundem com análises.

No VALOR ECONÔMICO, interpretação é de que os mercados financeiros, devem ganhar fôlego com a perspectiva de possibilidade de mudança no governo.

Como contraponto, mas em volume bem menos expressivo, jornais registram a ocorrência de manifestações pró-Dilma e Lula.

Textos relatam que sindicalistas, parlamentares petistas e movimentos sociais se solidarizam à presidente e ao ex-presidente em cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Em frente ao apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), cerca de 400 pessoas se aglomeraram para saudar o petista, que chegou a descer para cumprimentar os apoiadores.



Poucos assuntos mobilizam o noticiário econômico. A crise é um dos pilares do dia, embora outros temas de caráter menos amplo também se destaquem.

Grande parte da cobertura – como ocorre às segundas-feiras – está associada a registros com foco em investimentos e finanças.

O ESTADO DE S. PAULO relata que alguns conglomerados com atuação multissetorial têm se mostrado imunes ou quase imunes à turbulência econômica.

Reportagem informa que, em um momento em que o consumo interno não para de cair, não têm muito a reclamar da crise os grupos que apostaram em vender artigos de primeira necessidade, investem no agronegócio e apostam na expansão no exterior.

Em outra abordagem, O ESTADO DE S. PAULO relata como a paralisia do Congresso pode comprometer as políticas voltadas para o agronegócio, único setor da economia que ainda registra crescimento.

“Com as comissões do Senado e da Câmara paradas até abril, quando serão definidos seus integrantes, medidas importantes para o setor podem não ser tratadas a tempo do lançamento do Plano Safra 2016/2017”, resume.

Ainda em O ESTADO DO DE S. PAULO, texto registra que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se reuniu ontem com a presidente Dilma Rousseff para acertar os últimos detalhes do programa de socorro aos Estados que será anunciado esta semana.

“A ajuda aos governadores, que prevê alívio para os cofres estaduais que enfrentam queda abrupta de arrecadação, é considerada pelo governo um trunfo político e um importante ponto de aglutinação e apoio neste momento de crise”, afirma o jornal.

FOLHA DE S. PAULO avança sobre outro nicho de cobertura e afirma que, para se proteger da oscilação do dólar ou se beneficiar dela, investimentos em moeda ou ativos estrangeiros ganham apelo em momentos de turbulência.

Segundo especialistas, o interesse por aplicações no exterior cresce em momentos de volatilidade do câmbio, como o atual. No entanto, eles alerta que estar exposto a variação cambial pode ampliar ganhos, mas também intensificar perdas.

De volta a O ESTADO DE S. PAULO, reportagem registra que importantes ativos da Petrobras são alvo de conglomerados brasileiros e estrangeiros.

“O Ultra, dono da Ipiranga (rede de postos), Ultragaz (gás de cozinha), Ultracargo (logística), Extrafarma (farmácias) e Oxiteno (químicos), tem interesse por uma das joias da coroa da estatal, a BR Distribuidora, líder em distribuição de combustíveis no País”.

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