A Indústria segue inserida
pontualmente no noticiário desta segunda-feira (14). Cobertura específica
mantém o padrão do fim de semana e associa o nome da entidade setorial a
questões específicas e/ou atreladas à agenda econômica.
Destaque do dia está no
editorial (‘Estímulo ao comércio externo’), de O ESTADO DE S. PAULO.
Texto analisa a aprovação,
pelo Congresso Nacional, da inclusão do Acordo de Facilitação do Comércio às
normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Conforme o editorial, o Brasil
junta-se aos 70 membros da OMC que ratificaram esse instrumento, classificado
pelo jornal como um instrumento para “superar barreiras administrativas ao
comércio exterior e expandir as trocas comerciais entre os países”.
Texto detalha a função do
Portal Único de Comércio Exterior, ferramenta que o governo prevê colocar em
plena operação até 2017 – o tempo de processamento de exportação deverá ser
reduzido de 13 para 8 dias e o de importações, de 17 para 10 dias.
“Atualmente, de acordo com
estudo da Fundação Getúlio Vargas encomendado pela CNI, o tempo excessivo gasto
no despacho aduaneiro de bens encarece as importações em 14,22% e as
exportações em 8,65%. Com o Portal, os gastos adicionais devem cair para 8,36%
e 5,32%, respectivamente”, resume O ESTADO DE S. PAULO.
Entre os veículos regionais, a
coluna EMPREENDER, em O DIA (PI), se diferencia e em breve registro informa que
estão abertas as inscrições para o Prêmio CNI de Jornalismo 2016.
Outra nota em EMPREENDER
relata que "dados da sondagem industrial feita pela FIEPI/IEL-Piauí e CNI
apontam queda da produção no estado seguindo a tendência nacional".
FOLHA DE S. PAULO : Ato
Anti-Dilma é o Maior da História
O ESTADO DE S.PAULO :
13/03/2016
O GLOBO : Brasil vai às ruas
contra Lula e Dilma e a favor de Moro
VALOR ECONÔMICO : Ruas elevam
pressão contra Dilma
Chama a atenção em MERCADO
ABERTO, na FOLHA DE S. PAULO, a informação de que “mais da metade das micro e
pequenas indústrias brasileiras afirma que seus negócios podem não sobreviver à
crise econômica”.
O dado é atribuído ao
Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), que
encomendou a pesquisa ao Datafolha.
Sobre o mesmo assunto, MERCADO
ABERTO acrescenta, “em fevereiro deste ano, ao menos 30% das empresas
consideraram sua situação ruim ou péssima, uma alta de 15 pontos percentuais em
comparação ao mesmo período de 2015”.
A crise da Usiminas continua
em foco em parte do noticiário. VALOR ECONÔMICO afirma que a “agonia” da
siderúrgica pode se prolongar por mais tempo.
Jornal relata que os
acionistas ainda buscam uma solução “definitiva” para reforçar o caixa e
alongar o endividamento.
De acordo com o VALOR, esta
semana será “crucial”. A companhia, que teve o pedido de aumento de capital de
R$ 1 bilhão aprovado pelo conselho de administração na sexta-feira (11), terá
de aprova-lo em assembleia de acionistas.
FOLHA DE S. PAULO avalia que a
manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff agrava a crise
política. “Apesar de sua extensão e força, o país permanece dividido – e numa
crise que, de uma forma ou de outra, é urgente superar”.
O ESTADO DE S. PAULO afirma
que o esquema de corrupção da Petrobras “não foi algo episódico, restrito a uma
ocasião que faz o ladrão, conforme o dito popular. Trata-se de um método de
dilapidação do Estado”.
O GLOBO comenta a decisão do
STF a respeito da execução da pena após a condenação em segunda instância:
“Postergar a execução de sentenças é caminho aberto para estimular o desapreço
pela lei”.
VALOR ECONÔMICO analisa a
dificuldade de aprovação do ajuste fiscal diante do agravamento da crise
política. Segundo o jornal, na disputa em defesa de reformas estruturais, a
equipe econômica está do lado certo contra outros setores do governo e o PT.
PAINEL, na FOLHA DE S. PAULO:
"O Planalto reconhece que a adesão aos protestos pró-impeachment foi expressiva,
mas aposta no ato do dia 18, com a presença de Lula, para mostrar resistência.
O governo admite, no entanto, que dificilmente conseguirá número similar nas
manifestações pró-Dilma".
PAINEL: "Na avaliação do
PT, a hostilização ao governador Geraldo Alckmin e ao senador Aécio Neves na
Paulista mostra que a situação política no país é ainda mais preocupante, com
uma “raiva” generalizada em relação a todos os partidos".
Ainda em PAINEL: "As
redes sociais refletiram as manifestações deste domingo. Estudo feito pela
Máquina Cohn & Wolfe em parceria com o Scup indica que, em uma amostragem
de 30 mil posts no Twitter e no Instagram, a hashtag #VemPraRua ganhou da
#MarchaDasCoxinhas".
Monica Bergamo, na FOLHA DE S.
PAULO: "E Lula foi avisado na sexta (11) de que Renan Calheiros, ainda que
negue, já pulou fora do barco do governo. Ficou surpreso".
Valdo Cruz, na FOLHA DE S.
PAULO: "Enfim, a voz das ruas cobra urgência para o desfecho da crise. Ela
precisa ser superada com a reação do governo ou seu fim, mas pelas vias legais.
O fato é que ninguém aguenta mais. Nem mesmo a própria equipe da presidente
Dilma".
Vinícius Mota, na FOLHA DE S.
PAULO: "As ruas voltaram a encher-se também em reação às novas invectivas
de Dilma e Lula contra a Lava Jato. Ambos transformam o que resta do governo
num comitê de combate político a policiais, procuradores e juízes que produzem
um colossal conjunto probatório de abuso do poder".
Ricardo Noblat, em O GLOBO:
"O Brasil, ontem, renunciou a Dilma. Cabe ao Congresso formalizar a
renúncia".
Aécio Neves (PSDB-MG) escreve
na FOLHA DE S. PAULO sobre os protestos de ontem em todo o país.
De acordo com o parlamentar,
“vivemos um momento único, fértil e de grande convergência em torno de um
sentimento de país, que, em plano ampliado, já significa um precioso recomeço.
O país que floresce das ruas não pode se perder. Ele precisa nos conduzir adiante”.
As primeiras páginas dos
principais jornais do país destacam as manifestações que aconteceram em todo o
país.
Edições ganham tratamento
histórico e reforçam a ideia de que o que ocorreu ontem nas ruas pode mudar os
rumos da política brasileira.
A cobertura é bastante visual
e apoia-se em muitas imagens e gráficos. O tom épico do noticiário é reforçado
por expressões como “os maiores protestos da história” e “manifestações
superaram a campanha das Diretas Já".
De acordo com as reportagens,
os atos contra o governo Dilma Rousseff atingiram todos os estados, além do
Distrito Federal, e 262 cidades.
Estimativas das polícias
militares estaduais, informaram a presença de 3,4 milhões de pessoas.
A maior concentração de
manifestantes ocorreu em São Paulo. Mas a mídia destaca também as mobilizações
no Rio de Janeiro e em Brasília como referências.
O ESTADO DE S. PAULO relata
que “a enorme adesão às manifestações” “praticamente enterrou o discurso
governista e petista de que o País estava dividido”.
Jornais acrescentam que o juiz
federal Sergio Moro foi saudado pelas multidões com faixas de apoio a ele e à
operação Lava Jato. Em nota, Moro disse ter ficado "tocado" com os
gestos.
“Não há futuro com a corrupção
sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem-estar econômico e nossa
dignidade como País”, disse Moro, segundo reproduzem os textos.
Mídia registra a participação
de famílias, de celebridades e destaca também a atuação de grupos anti-Dilma
que coordenaram as passeatas em algumas cidades.
Todos os jornais informam que,
presentes no ato da Avenida Paulista, o senador Aécio Neves e o governador
Geraldo Alckmin foram hostilizados por populares.
Os dois foram recebidos
xingamentos de “oportunistas” e impedidos de subir em um carro de som.
Reportagens avançam e reforçam
com base em informações de bastidores que o governo se surpreendeu com o número
de pessoas que aderiram às manifestações.
A presidente Dilma Rousseff
passou o dia acompanhado a movimentação e se reuniu com ministros para definir
a estratégia para reagir aos atos.
À noite, o Palácio do Planalto
divulgou nota elogiando o caráter pacífico dos atos e afirmando que “a
liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser
respeitada”.
Ainda de acordo com os
jornais, partidos de oposição acreditam que os atos de ontem terão como
primeiro reflexo a aceleração do processo de impeachment da presidente Dilma
Rousseff.
As reações no Congresso e os
próximos movimentos do STF e do TSE estão pulverizadas em reportagens que se
confundem com análises.
No VALOR ECONÔMICO,
interpretação é de que os mercados financeiros, devem ganhar fôlego com a
perspectiva de possibilidade de mudança no governo.
Como contraponto, mas em
volume bem menos expressivo, jornais registram a ocorrência de manifestações
pró-Dilma e Lula.
Textos relatam que
sindicalistas, parlamentares petistas e movimentos sociais se solidarizam à
presidente e ao ex-presidente em cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Em frente ao apartamento de
Lula, em São Bernardo do Campo (SP), cerca de 400 pessoas se aglomeraram para
saudar o petista, que chegou a descer para cumprimentar os apoiadores.
Poucos assuntos mobilizam o
noticiário econômico. A crise é um dos pilares do dia, embora outros temas de
caráter menos amplo também se destaquem.
Grande parte da cobertura –
como ocorre às segundas-feiras – está associada a registros com foco em investimentos
e finanças.
O ESTADO DE S. PAULO relata
que alguns conglomerados com atuação multissetorial têm se mostrado imunes ou
quase imunes à turbulência econômica.
Reportagem informa que, em um
momento em que o consumo interno não para de cair, não têm muito a reclamar da
crise os grupos que apostaram em vender artigos de primeira necessidade,
investem no agronegócio e apostam na expansão no exterior.
Em outra abordagem, O ESTADO
DE S. PAULO relata como a paralisia do Congresso pode comprometer as políticas
voltadas para o agronegócio, único setor da economia que ainda registra
crescimento.
“Com as comissões do Senado e
da Câmara paradas até abril, quando serão definidos seus integrantes, medidas
importantes para o setor podem não ser tratadas a tempo do lançamento do Plano
Safra 2016/2017”, resume.
Ainda em O ESTADO DO DE S.
PAULO, texto registra que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se reuniu
ontem com a presidente Dilma Rousseff para acertar os últimos detalhes do
programa de socorro aos Estados que será anunciado esta semana.
“A ajuda aos governadores, que
prevê alívio para os cofres estaduais que enfrentam queda abrupta de
arrecadação, é considerada pelo governo um trunfo político e um importante
ponto de aglutinação e apoio neste momento de crise”, afirma o jornal.
FOLHA DE S. PAULO avança sobre
outro nicho de cobertura e afirma que, para se proteger da oscilação do dólar
ou se beneficiar dela, investimentos em moeda ou ativos estrangeiros ganham
apelo em momentos de turbulência.
Segundo especialistas, o
interesse por aplicações no exterior cresce em momentos de volatilidade do
câmbio, como o atual. No entanto, eles alerta que estar exposto a variação
cambial pode ampliar ganhos, mas também intensificar perdas.
De volta a O ESTADO DE S.
PAULO, reportagem registra que importantes ativos da Petrobras são alvo de
conglomerados brasileiros e estrangeiros.
“O Ultra, dono da Ipiranga
(rede de postos), Ultragaz (gás de cozinha), Ultracargo (logística), Extrafarma
(farmácias) e Oxiteno (químicos), tem interesse por uma das joias da coroa da
estatal, a BR Distribuidora, líder em distribuição de combustíveis no País”.








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