O período do
inverno e as temperaturas mais baixas geralmente estão associados a doenças
respiratórias, principalmente à gripe. Para evitar o contágio da população e
diminuir os agravos em relação à doença, o Ministério da Saúde, por meio do
Programa Nacional de Imunizações (PNI), distribui gratuitamente a vacina da
gripe para grupos prioritários.
Fazem parte
do público-alvo determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2015:
crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais;
trabalhadores da saúde (tanto da rede pública como particular); povos
indígenas; gestantes; puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população
privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e portadores de doenças
crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais
(respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabéticos, obesos,
imunossuprimidos e transplantados).
A definição
dos grupos prioritários tem como objetivo evitar o agravamento de doenças
respiratórias. “Nossa meta é reduzir a mortalidade, as complicações e as
internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população alvo
da campanha de vacinação. Este ano não há inclusão de nenhum outro grupo, e
estamos mantendo os grupos que foram vacinados no ano passado”, esclarece a
coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla
Domingues.
Para Fátima
Carvalho, 61 anos, a vacinação da gripe evita internações que eram recorrentes
por agravos da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). “Para mim a vacina é
vital. Depois do início da campanha anual nunca mais hospitalizei por causa de
gripe. Costumava pegar uma gripe forte pelo menos duas vezes ao ano e terminava
sempre hospitalizada por ter se agravado em forma de pneumonia”, relata.
A Campanha de
Vacinação contra a Gripe disponibilizará 54 milhões de doses para a imunização
de 49,7 milhões de brasileiros que fazem parte do grupo prioritário. A meta é
garantir a vacinação de 80% do público-alvo, 39,7 milhões de pessoas.
A advogada
Dayanne Teixeira, 28 anos, teve o primeiro filho há poucos meses e também
reconhece a importância da vacina neste período tão delicado da vida da mulher.
“Considero que a vacinação tanto na gravidez como no período pós-parto é
fundamental. Na gravidez o corpo muda muito e ficar gripada nesta fase é muito
complicado. A respiração e o fôlego já não são os mesmos e até as medicações
para ajudar com os sintomas da gripe são mais restritas. No pós-parto então,
não consigo nem imaginar ficar gripada. No meu caso que tive cesárea, a
dificuldade de tossir e espirrar com os pontos da cirurgia deve ser enorme.
Vacinei tanto na gravidez quanto no pós-parto e acho muito importante”, conta.
Carla
Domingues ainda ressalta a imunização de grávidas e puérperas é importante para
a proteção indireta do bebê. “Além de ser um grupo com um risco elevado de
complicações e vir a óbito ao se vacinar a gestante passa por meio da imunidade
passiva a proteger o bebê. É realmente uma dupla proteção”.
A médica
Raquel Barros, 29 anos, também faz uso da vacina influenza e vê melhora na
qualidade de vida em decorrência da imunização. “Eu tomo a vacina desde a época
da faculdade. Quando comecei a ter mais contato com o paciente. Como médica
observo que não gripo mais, e se acontece pego uma gripe bem mais leve. Acho a
vacinação um grande ganho para profissionais de saúde. Vejo ótimos resultados
para meus pacientes também. Diminui bastante a circulação do vírus e a
morbidade em decorrência da doença”.
A imunização
acontece em todas as salas de vacinação do país até 22 de maio. Também está
prevista a realização de um Dia D, no dia 09 de maio, para a mobilização
nacional, em parceria com estados e municípios.
A vacina da
gripe é apenas contraindicada para pessoas com história de reação anafilática
prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada
a ovo de galinha e seus derivados. Nestes casos, é importante procurar o
serviço de saúde para mais orientações.


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