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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Parlamentares comentam perspectiva de votação de reformas em 2017

Em destaque estão as reformas política, da Previdência, trabalhista e tributária

Os parlamentares esperam que em 2017 consigam aprovar alguns tópicos da agenda da reforma política e outras reformas, como a previdenciária, tributária e trabalhista.

O deputado Marcus Pestana, do PSDB de Minas Gerais, considera que o país vive atualmente a maior crise da história. Ele destaca como exemplo disso o alto número de desempregados.

"Para que o Brasil entre de novo nos trilhos do crescimento e do desenvolvimento, é inevitável uma reforma previdenciária. Temos um sistema insustentável, é um pacto geracional perverso que estamos fazendo com nossos filhos. Estamos deixando de herança uma dívida impagável em um sistema previdenciário insustentável."

Ele também considera necessário simplificar o sistema tributário. Para ele, nosso sistema é muito burocrático e injusto, o que acaba dificultando que investimentos sejam feitos no país. O parlamentar acrescenta que, depois das revelações da Operação Lava Jato, é preciso erguer um sistema político transparente e justo de financiamento das atividades eleitorais e partidárias. Pestana também afirma que é preciso flexibilizar as regras que regem o mercado de trabalho e permitir formas mais flexíveis de emprego.

O deputado Altineu Cortes, do PMDB do Rio de Janeiro, considera que um dos itens mais importantes da reforma é o estabelecimento do voto facultativo.

"Ninguém mais nesse momento que a gente vive tem que ter a obrigação de votar. O voto facultativo é uma bandeira que eu defendo. O cidadão tem que ter sua opinião respeitada. Quer votar, exercer sua cidadania, então vai exercer!".

A deputada Magda Mofatto, do PR de Goiás, defende uma reforma política que diminua o número de partidos do Congresso. Para ela, é impossível trabalhar com a atual quantidade de representantes. Ela sugere que, durante o período eleitoral, os partidos tenham que arrecadar um número mínimo de votos para continuar existindo.

"Não é estar contra pequenos partidos, nada disso. Às vezes o partido tem uma filosofia bonita e importante, mas nem sempre ele consegue participar o suficiente ou ter representatividade suficiente. Muitas vezes acontece de ter um partido de um só deputado e ele é líder dele mesmo, então deixa de ter a filosofia partidária."

A deputada destaca que alguns itens da reforma já estavam presentes nas eleições dos prefeitos e vereadores do ano passado, como a delimitação de um tempo mínimo de filiação partidária para concorrer a um pleito, a duração da campanha e o limite de recursos que podem ser gastos.

Reportagem - João Vitor Silva



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