Em
destaque estão as reformas política, da Previdência, trabalhista e tributária
Os
parlamentares esperam que em 2017 consigam aprovar alguns tópicos da agenda da
reforma política e outras reformas, como a previdenciária, tributária e
trabalhista.
O
deputado Marcus Pestana, do PSDB de Minas Gerais, considera que o país vive
atualmente a maior crise da história. Ele destaca como exemplo disso o alto
número de desempregados.
"Para
que o Brasil entre de novo nos trilhos do crescimento e do desenvolvimento, é inevitável
uma reforma previdenciária. Temos um sistema insustentável, é um pacto
geracional perverso que estamos fazendo com nossos filhos. Estamos deixando de
herança uma dívida impagável em um sistema previdenciário insustentável."
Ele
também considera necessário simplificar o sistema tributário. Para ele, nosso
sistema é muito burocrático e injusto, o que acaba dificultando que
investimentos sejam feitos no país. O parlamentar acrescenta que, depois das
revelações da Operação Lava Jato, é preciso erguer um sistema político
transparente e justo de financiamento das atividades eleitorais e partidárias.
Pestana também afirma que é preciso flexibilizar as regras que regem o mercado
de trabalho e permitir formas mais flexíveis de emprego.
O
deputado Altineu Cortes, do PMDB do Rio de Janeiro, considera que um dos itens
mais importantes da reforma é o estabelecimento do voto facultativo.
"Ninguém
mais nesse momento que a gente vive tem que ter a obrigação de votar. O voto
facultativo é uma bandeira que eu defendo. O cidadão tem que ter sua opinião
respeitada. Quer votar, exercer sua cidadania, então vai exercer!".
A
deputada Magda Mofatto, do PR de Goiás, defende uma reforma política que
diminua o número de partidos do Congresso. Para ela, é impossível trabalhar com
a atual quantidade de representantes. Ela sugere que, durante o período
eleitoral, os partidos tenham que arrecadar um número mínimo de votos para
continuar existindo.
"Não
é estar contra pequenos partidos, nada disso. Às vezes o partido tem uma
filosofia bonita e importante, mas nem sempre ele consegue participar o
suficiente ou ter representatividade suficiente. Muitas vezes acontece de ter
um partido de um só deputado e ele é líder dele mesmo, então deixa de ter a
filosofia partidária."
A
deputada destaca que alguns itens da reforma já estavam presentes nas eleições
dos prefeitos e vereadores do ano passado, como a delimitação de um tempo
mínimo de filiação partidária para concorrer a um pleito, a duração da campanha
e o limite de recursos que podem ser gastos.
Reportagem
- João Vitor Silva

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