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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Medicamentos da Farmácia popular serão dispensados por faixa etária para minimizar fraudes

Drogas serão retiradas de acordo com a faixa etária das pessoas 

O Ministério da Saúde ampliou o controle de acesso a medicamentos do programa Farmácia Popular. A partir de agora, só pessoas de determinadas faixas etárias poderão retirar produtos prescritos para doenças como a dislipidemia (colesterol alto), osteoporose, mal de Parkinson e hiptertensão. Além disso, idosos maiores de 60 anos terão maior atenção se quiserem comprar contraceptivos nos estabelecimentos credenciados. Segundo o Ministério, a medida visa evitar fraudes.

Para dislipidemia, só será possível retirar remédios a partir dos 35 anos. Para a osteoporose, a idade mínima é de 40 anos e Mal de Parkinson, só depois dos 50. Para hipertensão, é necessário ter completado 20 anos, enquanto no caso de contraceptivos, a idade vai de 10 a 59 anos.

O Ministério realizou auditorias que identificaram grandes irregularidades: havia muitas retiradas nas farmácias em determinada faixa etária em que uma doença era rara. Por isso houve decisão de ampliar o controle de acesso. Segundo a pasta, isso significará uma economia de R$ 60 milhões.

No caso de uma pessoa que tem uma das doenças em que houve restrição e está fora da faixa etária permitida, ela poderá ter acesso a tratamento e medicamentos nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não por meio do Farmácia Popular.

De acordo com o Ministério, há 34.616 farmácias conveniadas no país, distribuídas por 80% dos municípios brasileiros. São disponibilizados 25 produtos, dos quais 14 são gratuitos, enquanto o restante é disponibilizado com descontos que chegam a 90%.



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