Há 200 anos, em 1817, James
Parkinson descrevia, pela primeira vez, uma das doenças neurológicas mais
comuns e intrigantes: a Doença de Parkinson (DP). Embora o número de pessoas
com a Doença de Parkinson aumente com a idade, ela não acontece apenas em pessoas
idosas, podendo acontecer em qualquer idade, tanto em homens quanto
em mulheres, sem distinção de grupos étnicos ou classes sociais. É uma doença
degenerativa e com causa desconhecida.
Muitas são as formas da Doença
de Parkinson se apresentar, conheça a experiência de Daniele Lanzer:
Daniele , pesquisadora,
começou a sentir os sintomas ligados ao Parkinson aos 30 anos de idade.,
Mas o diagnóstico só foi realizado aos 36. No início, ela lembra que foi muito
difícil receber o diagnóstico da doença. “O impacto disso na minha vida foi
muito grande”. Mas depois de alguns anos acompanhando o quadro de outras
pessoas que estavam passando pelas mesmas dificuldades, resolveu criar o
projeto Vibrar com Parkinson. “Resolvi parar de sentir pena de mim mesma, e transformar
isso para ajudar outras pessoas também”.
Ela lembra que o principal
objetivo sempre foi passar o máximo de informação para as pessoas acometidas
pela doença. “O Parkinson é uma doença complexa e necessita de cuidados,
acompanhamento multiprofissional, então é muito importante informar o paciente,
e que ele saiba sobre a reinserção na sociedade, como evitar constrangimentos,
mesmo que o sentimento de incapacidade o assombre”, explica Daniele.
Entre os sinais mais
conhecidos do Parkinson estão os tremores e o comprometimento de funções que
controlam o movimento. Alterações do olfato, distúrbios do sono, desiquilíbrio,
constipação mudanças emocionais, como depressão, ansiedade etc, também fazem
parte da lista de sintomas que podem aparecer. É importante estar atento ao
primeiro momento em que algum dos sinais da doença aparece, pois a incapacidade
grave pode acontecer no período entre 10 e 15 anos após o seu surgimento.
O diagnóstico da Doença de
Parkinson pode, às vezes, precisar de tempo para ser feito. É possível que o
médico recomende consultas regulares com um neurologista para avaliar a
condição e os sintomas do paciente durante um tempo para, só depois, fazer o
diagnóstico.. Cada situação é avaliada individualmente e varia de pessoa para
pessoa. Depois de descoberta a doença, o objetivo do tratamento deve ser
reduzir progressivamente os principais sintomas e ajudar na melhora do paciente
com o mínimo de efeitos adversos.
Segundo informações do
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para a
Doença de Parkinson, a prevalência da doença é de 100 a 200 casos a cada 100
mil habitantes.
O Sistema Único de Saúde (SUS)
atualmente oferece os seguintes medicamentos para o tratamento de pacientes
diagnosticados: Pramipexol, Amantadina, Bromocriptina, Entacapona; Selegilina,
Tolcapona, Triexifenidil, Levodopa/carbidopa e Levodopa/benserazida.
Além disso, a incorporação do
medicamento Clozapina está em consulta pública até o dia 13 de abril para
orientar a utilização em casos de psicoses relacionadas à doença.
Aline Czezacki, para o Blog da
Saúde


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