Em
visita à sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, o
ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, apresentou um panorama da rede
pública e destacou os esforços de prevenção do país para lidar com ameaças como
o zika e a febre amarela. Segundo o dirigente, 70% da população brasileira
recebe atendimento de saúde do Estado.
Mosquito
Aedes aegypti é principal vetor do vírus da dengue, zika e chikungunya.
Gestão,
transparência, eficiência e financiamento são os principais desafios do sistema
de saúde do Brasil. A avaliação é do próprio ministro da Saúde, Ricardo Barros,
que apresentou na segunda-feira (10) um panorama da rede pública à Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em
encontro com a diretora do organismo, Carissa Etienne, na sede da agência, em
Washington, o chefe da pasta federal afirmou que 70% da população brasileira
recebe atendimento do Estado.
Barros
também chamou atenção para os esforços de imunização do governo. Atualmente, o
Brasil fornece 300 milhões de doses de vacinas por ano contra 20 doenças.
O
país intensificou a campanha de prevenção da febre amarela, disponibilizando
21,6 milhões de doses extras da vacina, segundo o ministro. A nação passa por
um surto do tipo silvestre da doença, que foi identificada em dez estados e no
Distrito Federal. De acordo com dados apresentados por Barros, as unidades
federativas afetadas confirmaram 604 casos da patologia e 202 mortes como
associadas à arbovirose.
O
Brasil também adotou a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de
aplicação da dose única da vacina para a febre amarela e está se preparando
para o fracionamento das doses do tratamento, se necessário. O Ministério da
Saúde se uniu à pasta da Educação para ampliar a imunização nas escolas,
incluindo o fornecimento da vacina contra o HPV para adolescentes.
Segundo
Barros, a manutenção do combate ao mosquito Aedes aegypti é um
grande desafio, embora tenha havido reduções significativas nos casos de
dengue, chikungunya e zika. O Brasil foi o epicentro de um surto de zika que
teve início em 2015 e se espalhou para outros países, com cerca de 207 mil
casos confirmados nas Américas. Entre mulheres grávidas, 24 nações e
territórios do continente relataram episódios confirmados da síndrome congênita
do vírus.
Em
resposta à epidemia, o governo lançou uma campanha de limpeza semanal, chamada
“Sexta-Feira Sem Mosquito”, na qual os moradores dedicam o último dia útil da
semana para eliminar os habitats dos mosquitos próximos às suas casas.
Conquistas
e desafios de saúde
Durante
o encontro, Barros lembrou ainda que o Brasil está empenhado em reduzir
obesidade na população até 2019. O país tem a meta de reduzir em 30% o consumo
de bebidas açucaradas.
Outras
ações do governo incluem o fortalecimento da prevenção de doenças através de
melhorias nos sistemas de informação. O uso de registros eletrônicos de saúde
tem sido ampliado para evitar a duplicação de exames diagnósticos e monitorar
os medicamentos prescritos.
O
ministro também pontuou que o Brasil possui o maior sistema de transplantes de
órgãos do mundo, com cerca de 24,9 milhões de transplantes realizados ao ano.
O
Brasil também quer aumentar o número de médicos brasileiros no programa “Mais
Médicos”, segundo Barros. A iniciativa conta com 18 mil médicos que trabalham
em mais de 4 mil municípios para prestar cuidados básicos de saúde a cerca de
63 milhões de brasileiros, lembrou o dirigente.
Etienne
elogiou os “altos níveis de cooperação” do Brasil com a OPAS e observou que o
país foi um dos membros fundadores da Organização, em 1902. A diretora também
elogiou o país por sua sólida resposta ao surto do vírus zika.
Foto:
UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino


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