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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Record de análise de protocolos de pesquisa clínica no Brasil

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP/CNS, na reunião ordinária do mês de março de 2017, entre os dias 29 e 31, superou a marca de 200 protocolos de pesquisa analisados em um único mês, marca nunca antes alcançada no Brasil. Os recentes ajustes operacionais implementados, juntamente com a mobilização da equipe de membros relatores e dos assessores da CONEP, não só permitiu a qualificação da análise dos Protocolos, mas também possibilitou o aumento da quantidade de protocolos analisados. Na prática, a CONEP alcançou o resultado de “fila zero”, ou seja, não há passivo (backlog) de análise de protocolos submetidos à CONEP.

Por pesquisa clínica entende-se a investigação que envolve seres humanos e que tem por finalidade comprovar que determinado medicamento funciona para determinada doença, e ainda, se o uso deste medicamento é seguro para o uso em pessoas doentes. Já, o protocolo de pesquisa clínica é o “dossiê” ou o documento que descreve os objetivos, a metodologia, o desenho, as pessoas que podem participar do estudo, os exames que serão feitos, os procedimentos, as medicações e dosagens, além da duração do estudo, a avaliação estatísticas e a proteção do participante da pesquisa.

Um protocolo deve ser cuidadosamente planejado a fim de proteger a saúde dos participantes e também para responder perguntas específicas sobre a pesquisa. Os participantes que seguem um protocolo enquanto estão em um estudo clínico têm sua saúde devidamente monitorada. Assim, a segurança e eficácia do tratamento devem ser devidamente acompanhada.

Como a autoridade regulatória de ética em pesquisa, a CONEP, tem a responsabilidade de analisar e avaliar cuidadosamente todos os detalhes dos protocolos de pesquisa a ela submetidos. Mas também, tomou para si, o compromisso da transparência e celeridade nos procedimentos de análise dos protocolos de pesquisa.

Estes resultados, somente foram alcançados, pelos esforços conjuntos do Conselho Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde que tem em suas diretrizes a qualificação e o fortalecimento do sistema e a capacidade de análise de protocolos de pesquisa, considerando preceitos éticos que protegem os participantes de pesquisa. E por fim, é importante destacar que embora recentemente se tenha tido importantes avanços, se faz necessário continuar investindo para tornar o Brasil um país competitivo para investimentos em pesquisas clínicas.

Fonte: SE/CONEP/CNS/MS.


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