O deputado Rodrigo Maia
(DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, pretende disputar a
presidência da Casa por mais dois anos, mas 7 pretendentes, Fábio Ramalho
(MDB-MG), Delegado Waldir (PSL-GO), Capitão Augusto (PR-SP), Giacobo (PR-PR),
Alceu Moreira (MDB-RS), João Campos (PRB-GO), são candidatíssimos a presidência
da Câmara em 2019.
No comando da Casa desde a
cassação de Eduardo Cunha (MDB-RJ), Maia vê o seu DEM crescer e ocupar as
indicações na Esplanada dos Ministérios com Onyx Lorenzoni (RS) e Tereza
Cristina (MS), que já foram anunciados como futuros ministros da Casa Civil e
da Agricultura, respectivamente e o deputado Luiz Henrique Mandetta (MS), que é
cotado para assumir o Ministério da Saúde, ampliando a distância de suas
pretensões de ser reconduzido ao cargo, se sente ameaçado pelo peso que o
partido já tem na formação do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro
(PSL) e pela distância que ele vem mantendo de Maia.
A eleição para a o cargo é
realizada em fevereiro, praticamente daqui a três meses, tempo suficiente para
muita mexidas neste complicado tabuleiro, concluir a formação do governo, em
paralelo submeter a votação medidas impopulares – que pode depender do
presidente da Câmara - tomar posse em janeiro, organizar a base de sustentação
e ainda administrar o Congresso Nacional são desafios que deverão ser
enfrentados pelo Grupo de Bolsonaro
Abrindo a temporada de
campanha oficial, Maia está promovendo a aproximação com os novatos e convidou
mais de 30 deles para um jantar na próxima quarta-feira(20).
Bolsonaro afirmou que não quer
interferir nas eleições da Mesa Diretora da Câmara, mas completou dizendo que
há "outros candidatos muito bons" para comandar a Casa. A
desconfiança dos aliados reside, principalmente, no bom trânsito que Maia tem
com partidos de esquerda. Os aliados entraram na disputa, João Campos, uma das
lideranças da bancada evangélica, que tem uma boa relação com o presidente
eleito, e aponta que o peso do DEM, no futuro governo, não ajuda Maia.
Alceu Moreira é uma das
lideranças da bancada ruralista, e, Capitão Augusto deve assumir no próximo ano
a liderança da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada "bancada
da bala", ambos têm a simpatia de Bolsonaro. "O Rodrigo não é o
preferido pelo PSL nem pela oposição, mas é o único que é aceito por ambos.
Essa capacidade de diálogo faz diferença no parlamento", diz o ex-líder do
DEM na Casa, deputado Efraim Filho (PB) .

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